Aquecimento longe da cadeia do frio

Reportagem de capa da revista EmbalagemMarca nº 191 – julho 2015

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Entre as incontáveis áreas de infraestrutura em que o Brasil é carente, uma das mais precárias é a cadeia do frio, para citar-se apenas aquela que talvez mais diretamente afete a conservação e a distribuição de alimentos e bebidas e, portanto, o setor de embalagens. No entanto, foi (e ainda é) em boa parte a impossibilidade de manter a temperatura ideal de conservação dos produtos desde o solo até a mesa do consumidor final a razão básica do sucesso das embalagens cartonadas assépticas, que crescem no País à razão de dois dígitos anuais.

Ao mesmo tempo, na disputa crescentemente aquecida pela ampliação de suas respectivas fatias do bolo, as duas indústrias multinacionais que aqui atuam nesse segmento, com caixinhas longa vida, a SIG Combibloc e a Tetra Pak, inovam sem parar em novos formatos, processos e sistemas de fechamento, como poderá ser visto na reportagem a seguir.

 

Melhorias para caixinhas
Fornecedoras anunciam avanços para o trabalho com embalagens cartonadas assépticas

Ocorrida entre os dias 23 e 26 de junho em São Paulo, a Fispal Tecnologia 2015 serviu de plataforma para anúncios de novidades de duas das maiores expositoras da feira de negócios, que coincidentemente militam no mercado de embalagens cartonadas assépticas: Tetra Pak e SIG Combibloc.

A Tetra Pak anunciou no evento o lançamento da Tetra Pak E3, nova geração de máquinas de envase cujo diferencial é um novo método de esterilização do material de embalagem: o electron beam (eBeam), ou aplicação de feixe de elétrons. Baseado em tecnologia da suíça Comet, o sistema substitui a tradicional descontaminação por meio de peróxido de hidrogênio.

E3-Speed

Máquinas de envase Tetra Pak E3 trazem como novidade a esterilização feita por feixe de elétrons

 

O eBeam garantiria benefícios importantes. Um deles é maior produtividade. Com a nova tecnologia é possível processar até 40 000 caixinhas pequenas por hora, contra uma cadência média de 15 000 unidades das máquinas convencionais. A supressão do uso de peróxido de hidrogênio reduziria custos operacionais em até 20%, não só pela eliminação dos gastos com o insumo, mas também porque a nova tecnologia consumiria menos energia e facilitaria a reciclagem da água empregada no sistema – fatores também positivos do ponto de vista ambiental.

Flexibilidade seria outro destaque. Com a instalação de um kit eBeam, usuários da Tetra Pak E3 poderiam alternar facilmente, no mesmo equipamento, entre a fabricação de produtos pasteurizados e longa-vida. Presente na Fispal Tecnologia, o escocês Charles Brand, vice-presidente executivo de Gestão de Produtos e Operações Comerciais da Tetra Pak, exultou o lançamento. “O electron beam é o marco de uma nova era no mundo das embalagens cartonadas”, afirmou.

 

Por seu turno, a SIG Combibloc aproveitou a Fispal Tecnologia para introduzir no mercado brasileiro o Food Option. Trata-se de um novo kit para viabilizar o acondicionamento de produtos com pedaços ou de viscosidade elevada em máquinas de envase asséptico da empresa.

A instalação do Food Option permite o processamento de produtos com até 10% de ingredientes em pedaços, com dimensão de até 6 milímetros por 6 milímetros, ou fibras de até 1 milímetro por 15 milímetros. A viscosidade pode alcançar 3 500 mPas (milipascal por segundo).

De acordo com a SIG Combibloc, a novidade pode interessar aos fabricantes de alimentos dispostos a diversificar o portfólio, lançando produtos de maior valor agregado. Entre outros exemplos, fabricantes de néctares ficariam aptos a produzir bebidas com pedaços de frutas, assim como quem envasa achocolatado seria capaz de processar produtos mais viscosos, como leite condensado. Refeições prontas, sopas com pedaços e molhos cremosos são outras opções franqueadas pelo uso de linhas de envase com a tecnologia.

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Com kit Food Option, máquinas da SIG Combibloc ficam aptas a envasar produtos de maior valor

Ante a possibilidade de rodar produtos diferentes numa mesma linha, com ou sem pedaços ou de alta ou baixa viscosidade, Luciana Galvão, gerente de marketing da SIG Combibloc para a América do Sul, classifica as estações de envase com FoodOption como “as melhores opções de investimento otimizado para indústrias de alimentos e bebidas.”

A reportagem completa está na edição de julho de 2015 da revista EmbalagemMarca.

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