Bosch Rexroth comemora 50 anos no Brasil

Fundada em setembro de 1964, a Rexroth iniciou suas atividades com um escritório de vendas no Centro de São Paulo.  Pouco depois, em 1967, a estrutura cresceu e a empresa foi transferida para um galpão alugado em Diadema (SP), onde começou a fabricação de válvulas, cilindros e unidades hidráulicas. A abertura da filial brasileira era parte de uma estratégia global da companhia, que já era destaque no ramo de sistemas hidráulicos e começava sua internacionalização. A filial brasileira foi a primeira subsidiária fora da Europa e a pioneira nas Américas. Em 1972, a multinacional inaugurou no Brasil sua fábrica em planta própria, também em Diadema, onde passou a produzir muitos dos componentes vendidos pela companhia no mundo. A unidade de Diadema abriu as portas em um momento estratégico. Em 1973, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentaram muito o preço do barril, dando início a uma grave crise econômica global. Como o Brasil precisava de dólares para comprar petróleo, o governo adotou medidas de restrição à importação, o que obrigou os empreendimentos no país a comprar insumos de outras empresas que atuavam por aqui. Assim, a Rexroth se tornou uma das grandes fornecedoras de componentes para o parque fabril brasileiro. Foi nesse contexto que, em janeiro de 1974, chegou ao Brasil o homem que consolidou a Rexroth no país: Rudolf Bracht, que ficou 20 anos à frente da companhia. “Nessa época a economia brasileira estava em plena expansão. O primeiro desafio foi a fabricação nacional para substituir as importações. E assim investimos maciçamente na nossa capacidade fabril”, conta Bracht. A empresa forneceu sistemas hidráulicos para quase todos os projetos de expansão da siderurgia previstos no Terceiro Plano Nacional de Desenvolvimento, lançado pelo regime militar em 1979. Ao se consolidar no Brasil, a Rexroth utilizou o país como base para iniciar sua expansão na América do Sul. Em 1972 a empresa inaugurou uma regional na Argentina e, em 1978, foi fundada uma subsidiária na Venezuela.

Ao longo das décadas a empresa assumiu o controle de outras companhias germânicas de diferentes ramos de atividade, como a Indramat (especializada em controles elétricos e servomotores), a Lohmann und Stolferhot (que produzia redutores, engrenagens e acoplamentos) e a Deutsche Star (especializada em tecnologias de movimentação linear). Com a aquisição da norteamericana Wabco, a Rexroth criou uma divisão especializada em pneumática. Com a entrada nesses novos segmentos, a empresa firmou-se como uma fornecedora de tecnologia de ponta, investindo na área de automação e reorganizando-se em quatro unidades tecnológicas: Hidráulica Industrial e Mobil, Tecnologias de Acionamento Linear e de Montagem, Pneumática e Acionamentos Elétricos e Controles.

Em 1989 parte das atividades foi transferida para Pomerode, no norte de Santa Catarina. No início, a produção era feita em galpões alugados na cidade e na unidade de Diadema. Em

1995 foi inaugurada uma planta própria no município catarinense. Em 2001, a Rexroth foi adquirida pelo Grupo Bosch. Da fusão entre as duas corporações nasceu a Bosch Rexroth.

Naquele mesmo ano, a companhia teve sua sede transferida para Atibaia (SP). Nessa nova etapa, a empresa fornecia componentes e sistemas para três grandes áreas: aplicações industriais (máquinas e engenharia de equipamentos e automação fabril), aplicações mobil (máquinas agrícolas, de construção civil e de transporte rodoviário) e energias renováveis.

A fábrica de Pomerode foi ampliada e reinaugurada em 2006. Ao mesmo tempo, a Rexroth deu início a uma segunda fase de expansão na América do Sul, inaugurando regionais na Colômbia e no Chile em 2011, e no Peru em 2013. Hoje a companhia tem dez regionais de vendas nas principais capitais brasileiras, 70 distribuidores em 17 estados e 800 colaboradores.

Primeira planta própria da Rexroth, em Diadema, inaugurada em 1972

Primeira planta própria da Rexroth, em Diadema, inaugurada em 1972

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