Produção de embalagens cai no primeiro semestre

A produção da indústria brasileira de embalagens recuou 0,73% no primeiro semestre de 2014 na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada nesta terça-feira (19/8) pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre).

A queda reforça a tendência de fraco crescimento registrada pelo setor nos últimos anos e as expectativas de desaceleração para 2014. O estudo aborda também os números das importações e exportações, índices de confiança, entre outros aspectos do setor. As exportações apresentam números negativos nos materiais: vidro (-7,50), plásticos (-9,35) e papel/papelão (-3,83) e crescimento em metálicas (35,47) e madeira (0,45).

“Em uma comparação, sem distinção por tipo de material, entre os desempenhos dos primeiros semestres, em 2013 em relação a 2012, o crescimento havia sido de 6,57%. Já entre no primeiro semestre de 2014, em relação ao primeiro de 2013, a variação é negativa, da ordem de 4,11%, um recuo considerável”, avalia o coordenador de Análises Econômicas da FGV Salomão Quadros, responsável pelo estudo.

Para esse ano, o cenário mais provável para o setor de embalagem é de estabilidade. Caso a recuperação esperada para o segundo semestre, implícita nesse cenário, não se materialize, a produção física de embalagem poderia recuar até 0,7%. A previsão no início deste ano, segundo Quadros, era de crescimento de 1,5%.

Apesar da queda de produção, o faturamento do setor deve aumentar. Nas projeções de Salomão Quadros, o valor da produção do setor de embalagens deve somar R$ 56 bilhões ao final de 2014, ante R$ 51,8 bilhões gerados pela indústria em 2013.

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