Embora sem otmismo, indústria gráfica investe para manter-se atualizada

Embora tenha sido o segmento mais onerado pelas altas de insumos do setor gráfico no terceiro trimestre deste ano, o segmento de embalagens foi o que mais exportou no acumulado do ano em termos monetários, num total de 99 milhões de dólares (61,6 toneladas, que respondem por um aumento de 0,5% no volume despachado, em relação ao mesmo período de 2012). Esses números foram apresentados hoje em entrevista coletiva da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), nas pessoas do presidente da entidade, Fábio de Arruda Mortara (que é também presidente do Sindicato da Indústria Gráfica no Estado de São Paulo – Sindigraf), e do presidente da regional paulista da associação, Levi Ceregato. Em segundo lugar nas exportações do setor ficou o segmento de cartões impressos (smart cards), com 89,7 milhões de dólares, e em terceiro, o de cadernos, com 29,3 milhões de dólares.
No conjunto da indústria, o terceiro trimestre registrou o oitavo resultado negativo na comparação com riestres anteriores. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda foi de 5,4% frente ao segundo trimestre, levou a Abigraf a rever suas projeções para o setor em 2013: dos nada otimistas 2,4% negativos projetados anteriormente, a estimativa recuou para menos 5,6%. A decisão, esclareceu o presidente da entidade, deveu-se à piora do ambiente econômico, ao fraco desempenho do terceiro trimestre e à falta de expectativa de recuperação nos três últimos meses do ano. De modo geral, o setor “enfrenta dificuldades também com a aceleração de seus gastos com insumos e mão-de-obra”, disse Mortara. Mas acrescentou: “Apesar das expectativas nada otimistas, o setor continua investindo para manter o parque gráfico atualizado”.

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