O RIGOR TRAGOU O DOCE DA MÃO DAS CRIANÇAS
Vício de gerações e gerações de crianças brasileiras, os Cigarrinhos de Chocolate ao Leite da Pan - Produtos Alimentícios Nacionais, de São Caetano do Sul (SP), surgiram em 1947, inspirados em similares europeus. O doce era envolto por uma imitação de cigarros reais - de papel laminado, com direito até a um filtro laranja impresso - e vendido em "carteiras" de papel cartão que ficaram célebres. Vermelhas, traziam ora um garotinho negro, ora um branco posando com um cigarrinho entre os dedos. Ficaram assim de 1952 a 1996, quando a Pan cedeu à onda antitabagista. Os Cigarrinhos tornaram-se Rolinhos Chocolate ao Leite e sumiram das mãos dos garotos-propaganda nas caixinhas, dando lugar a um sinal de positivo. Outros retoques foram feitos até o fim de 2002. Nessa época, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de alimentos alusivos ao cigarro. Os cigarrinhos de comer viraram fumaça.
PUREZA EM CAUSA PRÓPRIA
O padrão de pureza das boas vodcas russas foi determinado pelo cientista siberiano Dimitri Mendeleev (1834-1907), criador da tabela periódica dos elementos químicos. Diz a lenda que ele teria estabelecido aquela referência em causa própria, depois de monumental porre do destilado. Na realidade, teria trabalhado a pedido do governo russo, para acabar com a péssima qualidade da bebida que se fabricava no início do século passado no país. Consumida em quantidades gigantescas pelos russos, a beberagem ceifava vidas de pessoas ainda jovens aos magotes. Era o oposto do significado das palavras que deram origem ao nome da bebida: "zhiznennia voda", ou "água da vida". Durante o governo comunista os índices de pureza foram elevados na extinta União Soviética, com o uso de carvão ativado na destilação.
DO CENTEIO ÀS CENTENAS DE PRODUTO
Os primeiros canudinhos industrializados para bebidas apareceram em 1888. Foi quando o americano Marvin Stone, dono de uma fábrica de piteiras de cigarros, patenteou um processo de fabricação de canudos por meio de espirais de papel revestido com parafina. Até então, os canudinhos na boca do povo eram naturais, de cânulas de hastes de centeio. Numa série de adaptações, o processo concebido por Stone para canudinhos ajudaria nos desenvolvimentos futuros de uma série de produtos - de rádios e motores elétricos a fogos de artifício, cilindros para papel higiênico e embalagens cartonadas multifoliadas, as populares "latas celulósicas". São esses itens, hoje, as reminiscências dos canudinhos de papel: em meados dos anos 60, eles foram aposentados pelos canudinhos plásticos.
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