A embalagem do polidor líquido de metais Brasso, da Reckitt Benckiser, foi redesenhada para atender a uma necessidade de melhoria da produtividade, onerada pelo alto custo e pela ineficácia nas linhas. O impacto maior era o desvio no padrão de qualidade do recipiente. Ademais, os prazos de entrega eram comprometidos, prejudicando a imagem da empresa fornecedora e o fluxo produtivo na indústria usuária. A produção da lata de aço, de formato cilíndrico, girava em torno de 10 000 unidades a cada turno de oito horas, número considerado baixo ante os níveis médios registrados internacionalmente na área metalgráfica.
As almejadas redução de custos e melhoria do atendimento foram alcançadas com pequenos ajustes que resultaram num formato passível de produção em linha automática – mais precisamente, na de aerossóis, que oferece maior segurança, economia da principal matéria-prima e incremento da qualidade final da embalagem.
Simultaneamente às providências tomadas na linha de produção da embalagem, o design gráfico foi refeito, de modo a rejuvenescer a marca sem perder a identidade. Foram analisadas as latas de Brasso comercializadas no mundo inteiro, após o que, embora modernizado, o visual manteve os elementos básicos da marca, como as cores vermelha e azul escuro, além dos raios característicos. O projeto tira proveito do brilho do aço para imprimir um toque de sofisticação à lata e reforçar a associação de uso do produto em superfícies metálicas.
Com a linha totalmente automatizada, mesmo com redução do uso de mão-de-obra, a produtividade saltou para 70000 latas por turno, 700% maior que o desempenho anterior. A produção passou a ser totalmente testada, substituindo os testes com amostras. E as latas agora podem ser paletizadas.
|