ESTRELA BELGA
Uma das cervejas mais tradicionais da Bélgica, país que abriga 11 milhões de habitantes e mais de 600 marcas da bebida, a Stella Artois recentemente começou a ser fabricada no Brasil. Figurando entre as três cervejas globais da InBev, ao lado da Beck’s e da brasileira Brahma, a Stella Artois teve sua história iniciada em 1366. Foi quando a cervejaria Den Hoorn instalou-se em Leuven, cidade belga que ainda abriga a principal fábrica de Stella Artois do mundo, e também se orgulha por sediar desde 1425 uma universidade conhecida por estudos envolvendo novas fórmulas de cerveja. A cervejaria Den Hoorn, porém, só passou a se chamar Artois no início do século XVIII, ao ser comprada pelo mestre cervejeiro Sebastian Artois. O prenome Stella é mais recente: foi adotado em 1926. Isso aconteceu no Natal daquele ano, quando foi lançada uma edição especial da cerveja Artois. Mais clara que as demais, a bebida foi associada a um dos símbolos natalinos – stella significa estrela em latim. No Brasil, a marca inicialmente será vendida na versão chope.
QUEM FOI FERNANDO PINI
Neste mês de agosto, quando se abrem as inscrições para o Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, da ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica, é possível que alguém se pergunte quem foi a pessoa que dá nome a essa que é a mais importante prêmiação do setor no Brasil. Ele foi, simplesmente, seu idealizador e um dos mais expressivos técnicos em artes gráficas da América Latina. Entre suas múltiplas atividades na área, atuou como assessor técnico da Escola Senai Theobaldo de Nigris, foi diretor de tecnologia da ABTG e coordenador do Círculo Ibero-americano de Formação em Artes Gráficas (Cifag), órgão criado pela Confederação Latino-americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf). Morreu com 36 anos de idade, em 1995, já com renome internacional. O prêmio, criado em 1990, passou então a ter o seu nome. (Fonte: Revista Abigraf nº 157, março/abril 1995)
DA BEIRA DE ESTRADA PARA O MUNDO
A tampa Abre-Fácil para latas e copos, que dispensa instrumentos para ser aberta, tem sua origem ligada a uma criação brasileira em embalagem: o copo reutilizável de vidro. Este foi idealizado por Plínio de Paula Ramos (1927-1999), um vendedor da vidraria Nadir Figueiredo, mais de cinqüenta anos atrás. Ele imaginou a solução ao observar que nas vendas de beira de estrada as pessoas tomavam água em latas de extrato de tomate, como se fossem canecas. “Por que não copos?”, pensou. Depois de quatro anos de tentativas, a novidade estreou na década de 1950, com geléias da Cica. Tinha na borda uma virola, como as garrafas de cerveja, para permitir a recravação ds tampa – da Metalgráfica Rojek, que apostou na idéia e hoje tem a patente mundial da Abre-Fácil, comercializada, sobretudo em latas, em diversos países com o nome de dot top, em inglês.
VOCÊ SABIA? • O nome da maionese foi dado na ocasião de sua criação, em 1756, pelo inventor do molho, o chefe de cozinha do Duque de Richelieu. Era uma homenagem à vitória do duque francês sobre os ingleses na batalha do Porto de Mahon, de onde se originou “mahonnaise”.
• Já o nome do destilado francês calvados, obtido da sidra, derivaria de El Calvador, navio integrante da Invencível Armada espanhola que naufragou em 1588 num ponto da costa da Normandia. A carcaça encalhada da embarcação virou referência para os apreciadores da bebida produzida na região.
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