Nascida com o laço azul do sucesso
A maionese chegou aos Estados Unidos em 1905, levada pelo imigrante alemão Richard Hellmann. Ele abriu uma delicatessen
em Nova York e utilizava a receita, criada na França em 1756, misturada a saladas. O produto ficou tão popular que passou a ser comercializado – separadamente das saladas – em potes de vidro. No início, eram vendidos dois tipos de maionese e, para diferenciá-las, uma delas recebia um laço de fita azul. Como a receita “do laço” era a mais vendida, em 1912 Hellmann batizou seu produto de “A Maionese do Laço Azul”, símbolo que acompanha a marca até hoje. Hellmann’s, adquirida pela Best Foods (Unilever) em 1932, chegou ao Brasil trinta anos depois.
Uma virada e tanto
Pesquisa feita pelo Ibope em 1954 revelava que naquele ano apenas 7,5% dos habitantes do Rio de Janeiro, então capital do país, bebiam Coca-Cola. O líder de mercado era o Guaraná Antarctica, com 46% das preferências. A Coca-Cola não era bem vista pelos donos de bar, pois, além de preta, cor inédita para refrigerantes, precisava ser consumida gelada, e os refrigeradores, em sua maioria movidos a querosene, não ajudavam. O problema era agravado com boatos e anúncios (apócrifos) em jornais em torno dos potenciais malefícios da bebida sobre o organismo. Para reagir, a multinacional adotou o slogan “Coca-Cola – Isto faz um bem” e passou a ressaltar a qualidade do produto. Enquanto isso, o Guaraná Antarctica minimizava a força da concorrência e em seus anúncios citava até Rui Barbosa para dizer que “não admitia confrontos”. A estratégia da Coca-Cola, aliada ao desdém do concorrente, deu certo. O refrigerante se tornou e até hoje é líder de mercado.
Muito antes da chapinha
Antes de se ouvir falar de tratamentos como alisamento japonês, alisamento definitivo e de chapinha, sinônimo de alisamento de cabelos no Brasil era Hené Maru, um pó, misto de tintura e alisante. O resultado eram fios duros e esticados, mas o produto era a única opção para quem não queria conviver com os cabelos cacheados. Criada em 1967, a Cosméticos Maru fabrica o alisante desde o início de suas atividades, e sempre com a mesma embalagem – uma caixa de papel cartão com um desenho inspirado na cantora Eliana Pittman. A empresa tentou mudar a cara da embalagem três vezes, mas recuou, porque as consumidoras pensavam que o produto era falsificado. A história do nome é curiosa: Hené vem de henna, e Maru era o nome do cachorro do irmão do fundador da empresa, Álvaro Coutinho.
Você sabia?
A industrialização de creme dental começou em 1890, nos Estados Unidos. Foi o fabricante de sabonetes William Colgate, um imigrante inglês, quem teve a idéia de lançar uma pasta em tubos de estanho flexíveis.
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