Comida que virou bebida
O saquê, vinho japonês obtido de arroz fermentado há mais de 2 000 anos, teria nascido como bebida por acaso. No Japão, a lenha era escassa, e o arroz, alimento básico no país, só podia ser cozido pelos ricos. Pré-cozido e guardado em barris de madeira, era vendido assim à população sem recursos para preparar o alimento. Certo dia, um camponês esqueceu de tampar um barril e o arroz mofou. O dono da fazenda obrigou-o a comê-lo fermentado mesmo, já transformado numa pasta quase liquefeita. O gosto agradou ao homem punido e a todos que assistiam ao castigo – e assim teria surgiu a bebida símbolo do Japão. Para medir as quantidades do arroz na forma de alimento, os camponeses utilizavam o masu, o copo quadrado onde a bebida passou a ser servida. Hoje a bebida, cuja produção caseira é proibida, é acondicionada em diversos tipos de embalagens, desde as tradicionais garrafas de porcelana até as de vidro, latas de alumínio e caixas cartonadas.
O pioneiro diz adeus
Primeiro absorvente descartável lançado no Brasil, o Modess foi retirado do mercado pela Johnson & Johnson em junho deste ano. Ao longo dos anos, o produto revolucionou os hábitos de higiene da mulher brasileira, acostumada ao uso de toalhinhas de pano até o lançamento da novidade, em 1933. No início Modess era importado dos Estados Unidos, e em 1945 passou a ser fabricado no Brasil, vindo a tornar-se, até hoje, sinônimo da categoria. Nos últimos dez anos, a J&J focou todos os investimentos na marca Sempre Livre, que em maio último detinha 25,9% de participação no mercado brasileiro de absorventes em volume. Modess fechou o mês com apenas 0,1%.
Você sabia?
A Coca-Cola já teve uma garrafa totalmente prateada. De vidro e jateada por dentro, uma edição limitada da embalagem de 185 mililitros circulou apenas no Rio Grande do Sul entre 1985 e 1986. Pouca gente de fora do Estado teve acesso à garrafa, hoje um item de colecionador.
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