Perfil da revista
 Magazine profile
 Profil de la revue
 Perfil de la revista

 

Nº 101 - Janeiro 08

Clique aqui para ver o índice desta edição

   


 


Almanaque

Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens


Foi na outra margem do Canal da Mancha...

Dom Pérignon não inventou a vedação de garrafas com rolhas de cortiça, no século 17. O célebre abade de Hautvillers tampouco é o pai do champanhe ou da sua flûte, como se supunha. A conclusão é de historiadores portugueses. Segundo novos estudos, a criação da rolha não derivou de um episódio isolado, mas de uma conjugação de fatores, experiências e personagens – e ocorridos não na França, mas sim na sua figadal inimiga histórica, a Inglaterra.

 

O pioneiro foi o Toddy....

O imigrante espanhol Pedro Santiago, que trabalhava nas lavouras de cacau de Porto Rico, criou em 1930 o achocolatado em pó Toddy. Ele desenvolveu um produto com as características de duas bebidas: a escocesa Toddy, à base de mel, creme de leite, gema de ovo e uísque; e a caribenha Rum Toddy, feita com melaço de cana, rum e cacau. O Brasil foi o quarto país do mundo a receber o produto: em 15 de março de 1933 Pedro Santiago recebeu a permissão do governo de Getúlio Vargas para comercializar o Toddy. A lata de aço que acondicionava o achocolatado aparecia nos anúncios da época, que destacavam o apelo à saúde.

 

...mas aqui o Nescau chegou antes

Desenvolvido inteiramente no Brasil, o então Nescao foi lançado em 1932 pela Nestlé. O achocolatado era recomendado pela empresa às mães preocupadas com a nutrição dos seus filhos. Na década de 1950, campanhas em revistas ressaltavam o benefício de Nescao para o crescimento das crianças. Em 1955, o nome foi mudado para Nescau. Nescao, na grafia original, era a síntese de “Nestlé” com “cacao”, matéria-prima do produto. Com esse mesmo nome foi lançado na Itália, na Espanha, na Argentina e na França. A embalagem original era uma lata de aço. Hoje, o produto existe no Brasil e na Argentina.

 

Pessoa e a Coca

Fernando Pessoa (1888-1935), um dos maiores poetas portugueses, viu-se envolvido num episódio que atrasou a chegada da Coca-Cola em Portugal por meio século. Em 1927, para anunciar sua entrada no país, a multinacional contratou o poeta, que também trabalhava como publicitário. Ele criou um slogan para a bebida: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” – e aí começaram os problemas da Coca-Cola em Portugal. A frase levou o diretor de Saúde Pública, Ricardo Jorge, a proibir a venda do refrigerante, ordenando à polícia “apreender todo produto existente no mercado e deitá-lo ao mar”. O motivo: a possível presença de folhas de coca e de seu alcalóide, a cocaína, no refresco. Jorge entendeu que o slogan era o reconhecimento da toxicidade do produto que, como qualquer droga, inicialmente, “estranha-se” e depois “entranha-se”. Assim, os portugueses não puderam comprar Coca-Cola até depois da Revolução dos Cravos, em 1974. A primeira garrafa da marca produzida no país foi vendida em Lisboa no dia 4 de  julho de 1977.

  

Você sabia?

Que o Ovomaltine, criado na Suíça em 1904, tem esse nome em todo o mundo? Mas quando chegou à Inglaterra, em 1909, houve um erro no registro da marca e o produto é vendido como Ovaltine no país até hoje?







Ice South America

Ciclo de Conhecimento

Cliart

Markem-Imaje





Indemetal Gráficos