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Nº 97 - Setembro 07

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Almanaque

Coisas de loiras


Não dava para piscar

Skol, a cerveja mais vendida no Brasil, tem na fidelidade de seus consumidores um contraste com a conotação dada ao substantivo sueco, dinamarquês e norueguês para “vasilha”, que representa a marca. Diz a lenda que a tradição de olhar nos olhos dos presentes ao fazer-se a saudação que antecede as libações, como mandam as normas de etiqueta, se deve a antiqüíssimo hábito dos vikings. Aqueles bárbaros da antiga Escandinávia proferiam a palavra antes de entornar o que estava em suas skol. Viking que se prezasse não era dado à moderação. Por isso suas “vasilhas” eram de tamanho avantajado, a ponto de cobrir os rostos dos bebedores ao serem entornadas. Belicosos até entre si e costumeiros em atacar sem prévio aviso, cada um cuidava de sorver suas talagadas sem tirar pelo menos um dos olhos dos companheiros de beberagem. A Skol foi lançada nos anos 1960 por uma empresa dinamarquesa. No Brasil, a Cervejaria Rio Claro lançou o produto sob licença, e na seqüência a Brahma adquiriu a marca para uso exclusivamente no país.

 

Há vinte anos ela já sabia

A cerveja Malt 90, lançada com pompa pela Brahma para promover o festival musical Rock In Rio (ou seria o contrário?), em 1985, jamais caiu no gosto popular. Durou pouco tempo no mercado, penando com um trocadilho jocoso com seu nome. No entanto, a marca continua sendo lembrada como emblemática pelos nostálgicos dos anos 80, e, mais recentemente, foi trazida à baila por um fato curioso. Circula, no portal de vídeos YouTube, o resgate de um antigo filme publicitário da Malt 90 em que passageiros, estressados com a morosidade do embarque num avião, recorrem à cerveja para matar tempo de modo prazeroso (abaixo, quadros do comercial). Para os mais espirituosos, tratava-se de uma previsão do atual caos aéreo brasileiro – e um atestado de que a Malt 90, alardeada em seu lançamento como uma “cerveja à frente de seu tempo”, não vivia de propaganda enganosa...

 

Uma história de embalagens

Uma boa contribuição para a difusão do conhecimento das embalagens e para seu uso consciente vem de Minas Gerais. Para comemorar seu 64º aniversário de fundação, o Sinpapel – Sindicato das Indústrias de Papel e Papelão daquele Estado lançou em 10 de agosto último a cartilha ambiental intitulada A Evolução da Embalagem – Informações para uma Nova Geração de Consumidores Conscientes. É fruto de minuciosas pesquisas técnicas e históricas das pesquisadoras e ambientalistas Deborah Munhoz e Nícia Mafra e do presidente da entidade, Antônio Eduardo Baggio. A cartilha está sendo distribuída gratuitamente a todas as classes de quinta série do ensino fundamental das escolas públicas mineiras. Contatos: sinpapel@fiemg.com.br 

 

Mais uma da série “o patrão não ouviu”

Em meados da década de 1920, trabalhando na Kroger Stores, uma cadeia de pequenas mercearias, o americano Michael J. Cullen desenvolveu a idéia de uma loja espaçosa, com prateleiras para clientes se auto-servirem de mercadorias pagas na saída da loja, em caixas expressos. Entusiasmado, Cullen escreveu uma carta ao presidente da Kroger contando sua idéia, mas não obteve resposta. Demitiu-se e investiu na idéia, abrindo em 1930, em Nova York, o King Kullen – considerado o primeiro supermercado do mundo. Seis anos depois, quando Cullen morreu subitamente, o King Kullen já tinha dezessete lojas e um faturamento anual de 6 milhões de dólares, uma fábula para a época.







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