A PRESENÇA DE ANITA
Hoje, qualquer indústria que se preze anuncia nas embalagens de seus produtos as formas de contato com seu serviço de atendimento ao consumidor, o popular SAC. Ao que tudo indica, a pioneira nessa área no Brasil foi a Johnson & Johnson. Na década de 50, seu absorvente íntimo Modess começou a se popularizar no país, mas, por ser uma novidade, eram comuns as dúvidas sobre seu uso. Assim, a J&J criou, numa jogada de marketing, a figura da conselheira Anita Galvão, personagem de anúncios em revistas femininas e a quem as mulheres deveriam enviar, por carta, suas indagações. Anita nunca existiu de fato, mas muitas consumidoras acreditavam piamente no contrário - tanto que, não raro, lhe enviavam longas missivas confidenciando problemas pessoais ou conjugais. Na verdade, a prestativa mulher, que "se aposentou" em meados dos anos 60, era encarnada por um grupo de seis pedagogas.
UM BRINDE À "PEQUENA ÁGUA"
Apesar de haver anotações históricas de que no século XI, na Pérsia, produzia-se uma bebida alcoólica transparente e inodora similar à vodca, os russos garantem que o destilado foi uma descoberta deles e que o seu aparecimento se deu no século XII, na província de Viatka, na Rússia Central. Na época, a bebida era usada para fins medicinais. O nome deriva da expressão russa "Zhiznennia Voda", que significa "água da vida", e vodca significa "pequena água". Diz a lenda que a bebida deu origem ao mais famoso brinde do mundo, "À sua saúde", ou "Nazdorovye", em russo. Em tempo: a etiqueta russa exige que, à proposta dessa saudação, o copo de vodca seja sorvido numa só talagada.
UMA CARONA NO ESFORÇO ALHEIO
Para não deixar a data passar em branco: o ano de 2003 marca o jubileu da conquista do cume do Monte Everest, o lugar mais alto do mundo. Grandes festas aconteceram em maio passado, mês do aniversário, junto ao famoso acidente geográfico, no Nepal. A façanha do alpinista neozelandês Edmund Hillary e de seu guia, o sherpa Tenzing Norgay, foi tão celebrada em 1953 que os marqueteiros da época não perderam tempo. Diversas campanhas de produtos pegaram carona no feito. Uma delas foi a do matinal britânico Grape Nuts, "o cereal energético que ajudou os alpinistas do Everest", como propala o anúncio, no exemplo aqui reproduzido.
O INTRUSO SE TORNOU FAMILIAR
Precisamente às 8h01min da manhã do dia 26 de junho de 1974, um pacote de chicles Wrigley' passava pelo leitor do caixa de um supermercado em Ohio, nos Estados Unidos, tornando-se o primeiro produto a utilizar o código de barras. O hoje onipresente sistema computadorizado de identificação foi inventado pela IBM e aprovado para uso em 1973. A versão original, chamada Universal Product Code (UPC), é a base do código de barras americano, que usa 12 números. Posteriormente, desenvolveu-se na Europa o sistema EAN (European Article Number), com 13 números. Hoje, diversos tipos de códigos de barras simplificam a vida da indústria e do varejo, e sua presença não causa estranheza. No início de sua implementação, no entanto, havia quem lhes torcesse o nariz: designers de embalagens e de capas de livros, que os consideravam uma indesejável intrusão gráfica em seu trabalho. (condensado do livro "Century Makers", de David Hillman e David Gibbs)
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