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Nº 92 - Abril 07

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Almanaque

Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens


Simplesmente um luxo

Sinônimo de cristaleria de altíssimo luxo, a Baccarat foi fundada pelo bispo Louis de Montmorency-Laval em 1764, numa vila homônima no Leste francês, com a anuência do então rei Luís XV. Seus lustres, castiçais, vasilhas, jóias e outros objetos, lapidados com esmero, logo ganharam ávidos consumidores entre os nobres e os mais abonados, o que contribuiu para criar a fama da marca. Em 1907 a cristaleria iniciou a produção em larga escala de embalagens para perfumaria, começando com 4 000 unidades diárias. Frasco de cristal Baccarat, dali em diante, passou a funcionar como aval de fragrância para poucos – recurso que Coty, Patou, Elizabeth Arden, Guerlain (na foto), Dior, Versace, Chanel e Lancôme, entre outros perfumistas, já exploraram.

 

E assim nasceu o Band-Aid

Quando se casou, em 1917, o jovem Earle Dickson, comprador de algodão da Johnson & Johnson em Nova Jersey, voltava do trabalho e encontrava sua esposa, Josephine, com cortes e queimaduras nas mãos, decorrentes de sua inexperiência na cozinha. Como cabia a ele fazer os curativos, certa vez resolveu deixar alguns prontos, para a mulher usar quando precisasse. Todas as manhãs ele preparava bandagens, colocando almofadas de gaze e algodão sobre fitas adesivas. Em 1920, Dickson comentou sobre a invenção com um colega de trabalho, que levou a idéia aos irmãos Johnson, donos da empresa. Em 1921 a J&J produziu nos Estados Unidos o primeiro curativo industrializado com o nome Band-Aid, utilizando o mesmo princípio dos rótulos auto-adesivos. Earle Dickson foi promovido e mais tarde se tornou vice-presidente da Johnson & Johnson, até aposentar-se, em 1957. No Brasil, o produto começou a ser vendido em 1947, com o nome de Pronticura e a chancela Band-Aid.

 

Boa idéia para festejar feito palmeirense

Com o recente reconhecimento da Fifa ao fato de o Palmeiras ter sido o primeiro campeão mundial interclubes de futebol, em 1951, ao vencer a Copa Rio, de novo vem à tona a discussão sobre a origem da marca de cachaça 51. O nome brotou do entusiasmo dos Irmãos Piccolo, fabricantes de pinga em minúscula destilaria de Pirassununga, no interior de São Paulo. Palmeirenses roxos, batizaram a bebida, então comercializada em garrafas de cerveja de 600 mililitros, como Palmeiras 51, uma “caninha super especial”. A idéia era homenagear a conquista alviverde que redimiu em parte o peso da derrota do Brasil na Copa de 1950 para o Uruguai. Para não haver dúvidas, a primeira letra da marca era um “P” inconfundível, como o do distintivo do time paulista. Adquirida uma década depois pela Indústria Muller de Bebidas, com a marca transformada em Pirassununga 51 e depois em Cachaça 51, já sem referência a “caninha” e com o slogan “Uma boa idéia”, a marca é hoje um verdadeiro campeão mundial: o ranking de 2006 da revista inglesa Drinks International a coloca como terceira bebida destilada mais consumida no planeta.







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