ENCONTRO DE JOVENS ESTRELAS
Suécia, 1958. Um conceito inovador de embalagem, inventado poucos anos antes por um cidadão daquele país, Ruben Rausing, começava a galgar a via do sucesso ao abrir o varejo de massa aos produtos ultrapasteurizados, acondicionados assepticamente. Naquele mesmo ano, o país escandinavo abrigava a Copa do Mundo de futebol. Um dos maiores destaques do certame, senão o maior, foi um jovem atacante, então com 17 anos, cujas jogadas geniais ajudaram sua equipe a amealhar o troféu, na final, diante de ninguém menos que os anfitriões. O instantâneo ao lado flagra o encontro íntimo dessas duas estrelas, então emergentes, em solo sueco: a embalagem longa vida, da Tetra Pak, e Pelé.
DE QUANTOS VOCÊ SE LEMBRA?
Fato inquestionável: a força que a marca Coca-Cola tem hoje não foi conseguida ao acaso. A gigante americana sempre investiu pesado em propaganda, o que pode ser medido, entre outros aspectos, pelo recall de seus slogans. Reproduzimos, abaixo, aqueles utilizados no Brasil, para os suspiros dos mais nostálgicos.
1942 / 1950: A pausa que refresca
1951 / 1965: Isto faz um bem 1966 / 1971: Tudo vai melhor com Coca-Cola 1972 / 1976: Isso é que é 1977 / 1982: Coca-Cola dá mais vida 1983 / 1989: Coca-Cola é isso aí 1989 / 1993: Emoção pra valer 1993 / 1999: Sempre 2000 / 2001: Curta Coca-Cola 2001 / hoje: Gostoso é viver.
NO DIA D, SEGREDO MILITAR. HOJE, EMBALAGEM CORRIQUEIRA
É apenas um detalhe, e provavelmente só os espectadores mais atentos devem ter notado. Mas para quem se interessa por embalagens é um detalhe importante. No filme O Resgate do Soldado Ryan (foto), ao desembarcarem na praia de Omaha, no Dia D da invasão da Normandia, na Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos retiravam um filme transparente que protegia seus fuzis de se molharem, na hora de saltar das barcaças para terra firme. Aquilo, que na época podia ser considerado um "segredo militar", nada mais era do que o hoje corriqueiro filme de polietileno de baixa densidade. Na foto, o ator Tom Hanks, com sua arma já sem a embalagem.
OS PRIMÓRDIOS DAQUILO QUE HOJE SE CHAMA CONVENIÊNCIA
A industrialização maciça no século 19 gerou um problema para os europeus: os operários, outrora camponeses, não tinham mais como obter seus próprios alimentos e nem tempo para preparar refeições balanceadas. Doenças e uma alta mortalidade infantil surgiram da alimentação precária. Autoridades, então, incumbiram o suíço Julius Maggi (foto), um dono de moinhos, de criar uma base para uma sopa popular e nutritiva a partir de farinhas de leguminosas. Em 1884, Maggi lançou sua primeira mistura para preparo rápido de sopas, a qual aprimoraria em 1886. Foi um sucesso. Também em 1886 ele lançaria outro produto que faria história, o tempero para sopas, em uma vistosa garrafa âmbar. O tempero Maggi é considerado o primeiro produto de marca genuíno do mundo. Sua receita original continua em segredo até hoje, e sua embalagem pouco mudou em mais de cem anos (veja abaixo). Na virada do século, Maggi lançaria os caldos desidratados em cápsulas e cubos, mais um invento que contribuiria para fazer da conveniência um rentável filão da indústria alimentícia.
|