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Almanaque Nº 57

Maio de 2004


NA BRIGA DESDE O COMEÇO

A Dolly parece mesmo gostar de "briga de gente grande". Hoje em ação na justiça contra a Coca-Cola, não é a primeira vez que a fabricante nacional de bebidas entra num qüiproquó judicial. Em 1987, impetrou ação contra ninguém menos que o Governo Federal. Na época, autoridades negaram à Dolly o registro de seus refrigerantes dietéticos, amparadas numa lei, datada de 1973, que proibia o uso de adoçantes sintéticos em bebidas – reflexo de estudos da década de 60 que apontavam efeitos deletérios dessa "aditivação". A favor da Dolly, porém, contavam o fato de que pesquisas posteriores desmistificaram essa questão e ainda um curioso paradoxo: enquanto bebidas dietéticas eram banidas, gelatinas, pudins, chocolates, sorvetes e vários outros produtos com açúcares artificiais eram liberados. Não deu outra: em 1988, o Poder Judiciário bateu o martelo a favor da engarrafadora, que logo lançaria a linha Diet Dolly, marca pioneira em refrigerantes dietéticos no Brasil.

 

O DIA DAS MÃES FRUSTOU SUA GENITORA

Nascida numa pequena cidade da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, a filha de pastores Anna Jarvis (foto) iniciou, em 1905, um movimento para instituir uma data comemorativa em homenagem às mães. Era um juramento que ela havia feito no leito de morte à sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, que tivera a idéia original do feriado. Cinco anos mais tarde, em 1910, o Dia das Mães foi incorporado ao calendário de comemorações da Virgínia Ocidental, no dia 26 de abril. Em 1914, o então presidente americano, Woodrow Wilson, unificou a data em todos os estados, estabelecendo que ela deveria ser comemorada sempre no segundo domingo de maio – sugestão da própria Anna Jarvis. Rapidamente, mais de quarenta países aderiram à data. Anna, porém, ficou frustrada com o fato de o dia ter se tornado mote para explorações do comércio. Em 1923, ela entraria com uma ação judicial para cancelar o Dia das Mães, mas não obteve sucesso. A mãe da festiva data morreu em 1948, aos 84 anos, sem nunca ter tido filhos.

 

UM SOGRO DE MUITA VISÃO

Não fossem uma casualidade e um sábio conselho, aquela que é hoje um colosso em bens de consumo, a Procter & Gamble, não teria surgido. Em meio à corrida rumo ao Oeste dos Estados Unidos, na primeira metade do século 19, o inglês William Procter e o irlandês James Gamble acabaram ficando no caminho, em Cincinnati, Ohio. O primeiro para cuidar de sua esposa, Martha, que logo viria a falecer, e o segundo para convalescer, pois adoecera na jornada. Na comarca, Procter abriu uma pequena fábrica de velas, e Gamble, uma de sabão. Coisas do destino: os imigrantes não se conheciam, mas se casaram com duas irmãs, Olivia e Elizabeth Norris. O pai das moças os convenceu a se associarem, e, em 1837, como um pequeno negócio familiar, nascia a P&G – hoje presente em 140 países e dona de mais de 300 produtos, que abastecem cinco bilhões de consumidores.

 

VOCÊ SABIA QUE A OMO...
...É a junção das iniciais de Old Mother Owl ("velha mãe coruja"), nome original do produto?

...Veicula anúncio de revista ou comercial de TV no Brasil em todos os dias do ano?
...Foi o primeiro detergente em pó lançado na cor azul, em 1957, por causa do hábito brasileiro
de usar anil para realçar o branco das roupas?
...Utiliza, anualmente, 365 milhões de embalagens? Se empilhadas, as caixas formariam uma fila de 98000 quilômetros, distância suficiente para dar duas voltas e meia ao redor da Terra.







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