FIDELIDADE APESAR DE TODOS OS FRACASSOS
Quem não se lembra da ACME, a fictícia fabricante das inúmeras engenhocas utilizadas pelo Coiote, sempre em vão, para capturar o Papaléguas no antigo desenho da TV? Reza a lenda que Chuck Jones, o pai do cartum, tirou esse nome de antigos livros didáticos americanos, que usavam-no para designar empresas fictícias em seus exemplos. Nesse caso, alguns dizem que o nome seria sigla para A Company Manufacturing Everything (“Uma Empresa Fabricando Tudo”, em português). Outros defendem que a inspiração foi a ACME do magazine Sears, Roebuck & Co., que fazia sucesso no início do século passado como marca guarda-chuva de produtos como pés-de-cabra e bigornas.
AQUELA MENINA FOI LONGE
A margarina Claybom foi lançada pela Anderson Clayton em 1950 em latas redondas. No final daquela década, foi a primeira margarina do Brasil em tabletes – acondicionados em película de alumínio. A Claybom ganhou um adicional na década de 70, quando já era vendida em potes de PVC de 250g, ainda redondos, impressos em flexo: foi a criação da Menininha Nhac, que acabou virando um ícone da marca. Ela aparecia em todos os anúncios da margarina Claybom Cremoso, na TV e em revistas. Em 1986, a Unilever Bestfoods (na época Gessy Lever) comprou a Anderson Clayton e o produto passou a fazer parte do portfólio da companhia. As embalagens e a personagem foram criadas pela então DIL Design, hoje DIL Brands. A margarina foi relançada em 2004 com o nome Arisco Claybom no Rio de Janeiro e no Nordeste. A meninha cresceu e hoje está mais presente nas embalagens, reestilizada.
BOTOU O OVO, NÃO CANTOU, A IDÉIA SE ESPALHOU
O cientista alemão Otto Von Guericke (1602 – 1686) e o inventor francês Denis Papin (1647 – 1712) foram os primeiros a apostar em bombas para sugar o ar de recipientes, criando assim vácuo e impedindo o desenvolvimento de microorganismos em seu interior. Baseado nesses estudos, o cientista francês Nicolas Appert (1752 – 1841) inventou, em 1804, um método de aquecer alimentos dentro de jarras hermeticamente fechadas – situação que, no lado do aquecimento, se assemelha ao que mais tarde faria o químico francês Louis Pasteur (1822 – 1895): para conservar mais e melhor os alimentos, livrando-os de bactérias, ele passou a aquecê-los antes de seu acondicionamento, numa técnica que, em sua homenagem, passou a ser chamada de pasteurização. Appert obteve, assim, o primeiro vidro de conserva asséptico para alimentos. Ele renderia ao cientista um prêmio de 12 000 francos do governo francês, pois evitou que as rações do exército napoleônico estragassem durante sua marcha à Rússia. No entanto, Appert não registrou a patente de seu modelo. Americanos e ingleses copiaram-no para também utilizá-lo em seus exércitos – só que aplicado a latas em vez dos potes de vidro.
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