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Almanaque Nº 87

Novembro de 2006


Caçulinha foi uma madrinha

A versão Caçulinha do Guaraná Antarctica foi lançada em 1949, em garrafinha de vidro de 185 mililitros, embalagem até então inédita no Brasil (na foto abaixo). Reza a lenda que, a fim de promover a novidade, a Antarctica procurou a cantora Marlene. Em troca de um contrato de cessão de imagem, Marlene ganhou um cheque em branco para comprar edições da Revista do Rádio, na qual eram encartadas cédulas de votação do concurso Rainha do Rádio. Sabendo disso, a rival Emilinha Borba desistiu da competição. Marlene somou quase 530 000 votos e ganhou o pleito. Com a benção da Caçulinha.

 

Pé de alívio...

Já constavam nos alfarrábios egípcios, sumérios, assírios e até nos do grego Hipócrates as propriedades analgésicas e antipiréticas do pó da casca do Salgueiro - a mesma árvore que no Rio empresta o nome a uma escola de samba. Sabe-se que índios, dos Cherokees aos Caiapós, também conheciam o remédio de longa data. O pó mágico viria a ser, em 1897, a base da primeira criação da indústria farmacêutica, o primeiro medicamento sintetizado: o ácido acetilsalicílico. Mãe do invento, a alemã Bayer o lançou no mercado em 1899, sob o nome Aspirina. O resto é história - e alívio.

  

Descolado, mas não colou

Licença americana que representaria um jovem consumidor, Fido Dido (pronuncia-se Faido Dido) é um personagem gráfico com fios de cabelo espetados que traduz o jeito excêntrico e descompromissado dos adolescentes. Alto e magricela, trajando tênis, bermuda e camiseta, foi criado em 1985, num guardanapo de bar em Nova York. O primeiro nome viria do latim fidelis (fiel), e Dido foi uma rainha de Cartago, cidade rival de Roma antiga. Tinha espírito jovem e alegre. Fido Dido já foi usado para apoiar campanhas de grandes marcas de consumo, como fez a então Pepsi-Cola Brasil, em 1992, ao relançar no país o refrigerante sabor limão Seven Up, seguindo estratégia global. A empresa esperava conquistar 15% do mercado total de refrigerantes no Brasil em um ano com o apoio do personagem. Não funcionou. Fido Dido é descolado, mas aqui não colou.

  

As "pequeninas" continuam resolvendo

Rosadas e brilhantes, redondinhas, afirmava delas o reclame veiculado nas rádios do país na década de 1940: "Pequeninas, mas resolvem". Era o "rojão" de uma das mensagens comerciais mais conhecidas no país na época. A melodia era simples, e a letra enxuta, cantada com voz de baixo, facílima: "Pílulas de Vida do Dr. Ross fazem bem ao fígado de todos nós". Raro era o lar brasileiro em que não se encontrassem as pequenas latas cilíndricas de alumínio com tampa de rosca, com um punhado das eficazes "pequeninas". Engana-se quem pensa que elas sumiram do mapa. As Pílulas de Vida continuam no mercado, agora em frasco plástico, com a chancela do laboratório GlaxoSmithKline Brasil Ltda., do Rio de Janeiro.

Ouça aqui o jingle







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