Moeda de troco, com muito orgulho
Referência em gomas de mascar, a Chiclets, aquela das inconfundíveis caixinhas de papel cartão, foi nacionalizada no início da década de 1940, quando sua dona Adams abriu uma fábrica em São Paulo. No início, boa parte do fechamento e da colagem das caixinhas era manual. Isso gerou um gargalo por volta de 1954, quando houve um boom inesperado do consumo de chicles. Houve mês em que se vendeu meio milhão de caixas (um espanto para a época), os pedidos não paravam e a fábrica começou a operar em três turnos. Logo se descobriu a razão do estouro. Ocorria, então, grande escassez de moedas, e o varejo usava o Chiclets como troco. Mesmo depois que as moedas reapareceram, muitos clientes continuaram com o costume de pedir o troco em Chiclets, pois tinham adquirido o hábito de mascar. O uso do Chiclets como moeda de troco, com anuência da Adams, foi até mote para anúncios, como o que se vê ao lado, da J.W. Thompson, datado de 1976 - na época, a goma ostentava um "e" depois do "t" em seu nome.
Quando o baleiro parar...
A tradicional bala de leite Kids, marca que já foi da Nestlé e hoje pertence à Arcor, levou ao ar, no rádio e na televisão, um dos jingles que se tornaram hit na década de 1970 e até hoje é lembrado. Composto por Renato Teixeira e Sérgio Mineiro, o comercial foi veiculado pela primeira vez em 1978, na voz de Teixeira. Para quem não lembra (ou para os mais novos, que não conhecem), segue a letra da música:
"Roda, roda, roda baleiro, atenção! Quando o baleiro parar põe a mão. Pegue a bala mais gostosa do planeta, Não deixe que a sorte se intrometa.
Bala de leite Kids, A melhor bala que há. Bala de leite Kids Quando o baleiro parar..."
O filme publicitário na TV mostrava um menino com os olhos vidrados em um baleiro cheio de guloseimas, que ficava girando até parar.
Clique aqui para ouvir o áudio (para ouvir é necessário ter o Real Player -
download aqui)
Carona na guerra
Criada em 1886 em Atlanta, nos Estados Unidos, a Coca-Cola só chegou ao Brasil em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial. O presidente da empresa na época, Robert Woodruff, afirmara que soldados americanos poderiam encontrar a bebida em qualquer lugar do planeta. O refrigerante desembarcou no país, em Recife, porto de apoio à armada ianque. Junto com Natal, onde os americanos construíram uma base aérea, a capital pernambucana representava a segunda ponta do "Corredor da Vitória" na guerra contra as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Inicialmente a bebida foi engarrafada aqui pela Fábrica de Água Mineral Santa Clara, em Recife. Era vendida em garrafas de vidro de 185 mililitros, única versão de embalagem do produto na época. A primeira fábrica brasileira da multinacional foi inaugurada em 1942, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.
|