A GÊNESE DE TODOS OS GUARANÁS
No momento em que AmBev, patrocinadora oficial da seleção brasileira de futebol, aproveita a onda das campanhas publicitárias apoiadas na camisa canarinho para promover mundialmente o brasileríssimo Guaraná Antarctica, vale a pena lembrar o nome de quem desenvolveu o método de processamento do fruto amazônico para produção do xarope usado na fabricação do refrigerante. Muito antes que a moda de consumir bebidas energéticas despontasse no mundo, o médico, biólogo e filósofo brasileiro Luiz Pereira Barreto (1840-1923) pesquisou e consolidou a fórmula do produto que hoje a empresa controlada pela multinacional belga Inbev propaga aos quatro cantos do planeta. Em 1920, as propriedades medicinais da bebida eram exaltadas no rótulo de uma das marcas então comercializadas no Brasil (veja na foto abaixo).
A CERVEJA DA MONTANHA DE CARL
É difícil explicar o motivo, mas até quem tem um pouco de familiaridade com o mercado de cerveja confunde a procedência da marca Carlsberg, julgando que ela é holandesa. Errado. Maior companhia de bebidas da Dinamarca, a cervejaria nasceu em Copenhague, em 1847. As embalagens do produto fornecem uma hipótese para a imprecisa suposição. Acontece que, assim como a Heineken, esta sim holandesa, a Carlsberg usa garrafas e latas verdes. Seja como for, a alma escandinava da empresa é ressaltada pela própria origem da palavra Carlsberg, que significa a “montanha de Carl” em dinamarquês. O nome é uma homenagem a Carl Jacobsen, filho do fundador da empresa, J. C. Jacobsen. Ele foi escolhido porque a primeira fábrica da Carlsberg, onde hoje há um museu sobre cerveja, foi construída no topo de uma elevação, na época em que Carl nasceu.
DO MONGE AO GENERAL
Ao se casar, o alemão Wilhelm Mülhens ganhou de um monge de sobrenome Farina um presente inusitado: uma fórmula secreta de água de cheiro. Mülhens abriu um negócio em torno do produto, a Casa Farina, no ano de 1796, no número 4711 de uma conhecida rua da cidade de Colônia. Transeuntes e as tropas napoleônicas, que então ocupavam a região, passaram a propagar o efeito perfumoso da fórmula, de notas cítricas, pela Europa. Nascia ali a Água de Colônia. Reza a lenda que Napoleão era vidrado na colônia 4711, a da Casa Farina, chegando a consumir mensalmente 40 vidros do produto. Nada de banhos. O general francês preferia a toilette com sua Eau de Cologne.
VOCÊ SABIA?
A cor âmbar da garrafa de cerveja não é mera opção estética. Ela ajuda a conservar o sabor da bebida. Exposto à luz, o lúpulo utilizado nas cervejas pode sofrer reações químicas indesejáveis. Cervejas acondicionadas em garrafas transparentes ou menos opacas são fabricadas a partir de um lúpulo diferenciado, modificado industrialmente e, portanto, mais caro.
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