Setembro 2010Owens-Illinois compra fabricante brasileira de embalagens de vidro CIV
A multinacional americana Owens-Illinois (O-I), líder mundial na produção de embalagens de vidros, comprou brasileira Companhia Industrial de Vidros (CIV), que pertencia ao Grupo Cornélio Brennand (GCB). A O-I, que atua em 22 países, vai assumir a marca e a operação das três plantas da CIV, duas em Pernambuco e uma no Ceará. O negócio foi fechado por 603 milhões de dólares.
De acordo com Paulo Drummond, diretor-executivo da CIV, o dinheiro será aplicado em uma nova fábrica de vidros planos, em geração de energia e no ramo imobiliário. A empresa do Grupo Cornélio Brennand que atua no setor, a Atiaia Energia, possui cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em operação, e iniciou as obras para construção da sua primeira PCH em Pernambuco.
O Grupo Cornélio Brennand atua ainda no setor de Desenvolvimento Imobiliário, com fortes investimentos no mercado nacional. Entre eles, a Reserva do Paiva, parceria com a Odebrecht, localizada no município do Cabo de Santo Agostinho (PE).
A venda da CIV para a O-I estava em negociação desde 2009.
Braskem faz parceria com o Laboratório Nacional de Biociências
A Braskem assinou acordo de parceria com o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, no interior de São Paulo, para instalação de um laboratório a ser utilizado pela equipe de pesquisadores da empresa. Além de suas instalações, a Braskem terá acesso aos equipamentos de ponta do LNBio.
O objetivo, segundo o diretor de Competitividade e Inovação da Divisão Polímeros da Braskem, Antonio Queiroz, é realizar pesquisas na área de biotecnologia, buscando o desenvolvimento de produtos que sejam ao mesmo tempo economicamente competitivos e sustentáveis, visando sempre ao uso de matérias-primas de fontes renováveis.
O diretor do LNBio, Kleber Franchini, diz que o apoio a iniciativas da indústria em que a pesquisa científica é necessária para promover inovação na cadeia produtiva.
Por razões estratégicas, a empresa não revela o investimento destinado no projeto.
Agosto 2010
Syngenta adota embalagem Ecoplástica Triex
A Syngenta, companhia voltada ao agribusiness, adotará a embalagem Ecoplástica Triex, que utiliza como principal matéria-prima a resina proveniente de outras embalagens retiradas do meio ambiente. O anúncio foi feito pela companhia no dia 18 de agosto e marcou as celebrações do Dia Nacional do Campo Limpo, organizado pelo Inpev – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias.
A novidade será implantada exclusivamente na linha de produção do herbicida Zapp QI 620, que está entre os produtos líderes de vendas no segmento de manejo de plantas daninhas pré-plantio em soja. Até o final de 2010, 10% da produção do Zapp QI 620 deverá migrar para a Ecoplástica Triex, e este percentual aumentará nos próximos anos.
“Esse movimento é parte de nosso compromisso socioambiental para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável. Adotar essa embalagem reforça para o agricultor a importância da destinação correta de embalagens vazias”, afirma Renato Guimarães, diretor de Marketing da Syngenta.
Desenvolvida há pouco mais de um ano pela Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos, a Ecoplástica Triex fecha o ciclo da gestão dentro da própria indústria, já que aproveita embalagens de defensivos que foram descartadas. O sistema de recebimento e destinação final é gerido pelo Inpev.
A embalagem recebeu o Prêmio EmbalagemMarca – Grandes Cases de Embalagem em 2009. Veja em
http://bit.ly/axAEFj
Procter & Gamble traz três novas marcas ao Brasil
A Procter & Gamble lança três marcas no país, depois de 11 anos da introdução da última linha de produtos e cinco verões após a compra de Gillette. A gigante mundial traz para o país, ao mesmo tempo, as marcas Olay, de produtos para cuidados com a pele, Naturella, um absorvente, e Head & Shoulders, linha de xampu e condicionador anti-caspa.
Desde que lançou Ariel, a P&G investiu apenas em extensões de linha e de marca, como a introdução do creme dental Oral B e o recente lançamento do desodorante Gillette. A empresa justifica a demora em ingressar em novos segmentos. “Há critérios para se lançar novas marcas, o momento econômico do Brasil é propício e há muitas oportunidades de mercado no país”, afirma Tarek Farahat, presidente da Procter & Gamble no Brasil.
Graham Packaging compra a Liquid Container
A Graham Packaging Company assinou um acordo para adquirir a Liquid Container por 568 milhões de dólares. A Liquid Container opera 14 fábricas de embalagens de plástico nos Estados Unidos, dedicadas aos setores alimentício e de produtos de uso doméstico.
A Graham Packaging é uma das maiores fabricantes mundiais de embalagens de plástico para alimentos, bebidas, produtos domésticos, cuidado pessoal e lubrificantes para automóveis. Produz anualmente mais de 20 bilhões de embalagens e opera 83 fábricas na América do Norte, Europa, América do Sul e China.
Crusoe Foods entra no Brasil
A companhia de pescados em conserva Crusoe Foods, do grupo espanhol Jealsa-Rianxeira, anunciou sua entrada no mercado brasileiro com um investimento inicial de US$ 26 milhões até 2011 e previsão de faturamento anual de US$ 28 milhões.
O diretor-geral da Crusoe Foods, Sidnei Rosa, afirmou que o mercado brasileiro representa uma grande oportunidade porque está “carente de produtos em conserva”.
De acordo com o executivo, o segmento de pescados em conserva no Brasil tem faturamento total de R$ 1 bilhão e é atualmente controlado por duas marcas que concentram 60% do mercado: Gomes da Costa, do grupo espanhol Calvo, e Coqueiro.
Segundo Rosa, a companhia já dispõe de uma fábrica em Rio Grande, a 300 quilômetros de Porto Alegre, na qual investirá um milhão de euros em equipamentos e estuda a abertura de uma nova unidade produtiva em um lugar ainda indefinido.
A Crusoe Foods espera começar a exportar para países do Mercosul a partir da fábrica de Rio Grande dentro de um ano.
Da gama de 80 produtos da Jealsa-Rianxeira, a Crusoe Foods venderá no Brasil inicialmente mexilhões, sardinhas, atum e derivados. O objetivo da empresa é obter 5% do mercado em 2011.
A Crusoe Foods também lançará no mercado brasileiro a linha de complementos para saladas da Fresh Gourmet, parceira da Jealsa-Rianxeira nos EUA.
O grupo Jealsa-Rianxeira, uma holding formada por 24 empresas de diferentes setores, teve em 2009 uma produção de 30 mil toneladas de produtos relacionados à pesca e faturou 381 milhões de euros.
Procter & Gamble usará plástico verde nas embalagens
A Braskem vai vender parte da sua produção de "plástico verde" para a multinacional Procter & Gamble para o uso em algumas embalagens de cosméticos. A P& G afirmou que o projeto piloto acontecerá durante os próximos dois anos, e os primeiros produtos estarão disponíveis no mercado em 2011. O acordo vale para o mercado mundial e envolverá inicialmente produtos das linhas Pantene, Max Factor e Cover Girl. A multinacional, presente em 80 países, não informou a quantidade de polietileno a ser comprada da Braskem.
A primeira unidade produtora de eteno verde, matéria-prima para a produção do polietileno produzido a partir da cana-de-açúcar, entrará em operação em setembro e terá capacidade de produzir 200 mil toneladas por ano. Em outubro, a petroquímica deve anunciar uma nova estratégia para os plásticos verdes. Os planos podem até mesmo envolver a instalação de unidades produtivas no exterior, embora a companhia esteja em conversação com alguns Estados brasileiros.
Justiça condiciona venda de cerveja em PET a parecer do Ibama
A 12ª Vara Federal Cível de São Paulo julgou procedentes duas ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que obrigam a cervejaria Belco S/A a obter licença ambiental junto ao Ibama antes de lançar cerveja, chope e bebida alcoólica por mistura em garrafas de PET.
Os casos foram julgados separadamente entre dezembro de 2009 e julho deste ano.
Ambas as ações foram ajuizadas originalmente pelo MPF em Marília (SP) e acabaram sendo redistribuídas para a Justiça Federal de São Paulo.
Na sentença de mérito mais recente, a Justiça Federal julgou procedente o pedido do MPF e determinou ao Ministério da Agricultura que condicione o registro de bebida alcoólica, embalada em garrafa de PET ou em outra espécie de plástico, ao licenciamento ambiental junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
A decisão determina ao Ibama que só conceda a licença ambiental mediante a adoção, por parte do fabricante, de medidas eficazes, devidamente estabelecidas no EIA/RIMA (documentos de estudo de impacto ambiental), a fim de evitar eventuais danos ambientais decorrentes da utilização de embalagens plásticas.
Na outra ação, a Justiça Federal proferiu decisão em favor do MPF e determinou que o Ministério da Agricultura condicione o registro de cerveja ou chope embalados em PET ou em outra espécie de plástico ao licenciamento ambiental junto ao Ibama
A sentença determina também que o Ibama deverá condicionar a concessão da licença ambiental à adoção, por parte do empreendedor, de medidas eficazes, devidamente estabelecidas no EIA/RIMA, a fim de evitar os danos ambientais decorrentes da utilização de embalagens plásticas para o envase de cerveja e chope.
Para o MPF, em ambos os casos, como as referidas bebidas alcoólicas são produtos que atingem picos de consumo em determinadas épocas do ano, como o verão e carnaval, o lixo gerado pelas embalagens plásticas em regiões onde não há reciclagem de lixo, por exemplo, pode causar graves danos ambientais.
Julho 2010
Suzano cria empresa de energia renovável
A Suzano Papel e Celulose vai investir na produção de biomassa para a energia, criando uma nova empresa. A Suzano Energia Renovável produzirá pellets (madeira desidratada, moída e prensada), fáceis de serem transportadas e com alto grau energético. Segundo a Suzano, os pellets se apresentam como a forma mais eficiente de transportar biomassa para energia a longas distâncias.
O investimento estimado na nova empresa é de US$ 800 milhões, incluindo a construção de três unidades de produção de pellets no Nordeste com capacidade de produção total de 3 milhões de toneladas anuais e cmpra de terrenos para plantação de florestas exclusivas para esse fim, batizadas pela empresa de "Florestas Energéticas". A operação deve começar entre 2013 e 2014.
O mercado principal da nova empresa é a Europa, que tem planos de mudar sua matriz energética para fontes renováveis.
“A busca por fontes renováveis de energia é uma tendência global que tem se fortalecido nos últimos anos”, afirmou o presidente da Suzano Energia Renovável, André Dorf. “A União Europeia se destaca neste cenário por estabelecer metas agressivas e incentivos para a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis na sua matriz energética.”
O cargo de diretor-executivo de estratégia, novos negócios e relações com investidores, da Suzano Papel e Celulose, que era ocupado por André Dorf, será acumulado pelo presidente da empresa, Antonio Maciel Neto.
Rigesa consegue patente de embalagem no Chile
A Rigesa obteve a patente do Bulk 200 litros no Chile e lança a embalagem com exclusividade no país. O processo, que teve início em 2005, tem validade até 2025. “O produto tem características que facilitam a logística e o armazenamento. Trata-se de uma solução eficiente e funcional para o mercado do Chile, sobretudo para o acondicionamento de óleos e pastosos. Além disso, tem propriedades sustentáveis, o que a difere das soluções que encontramos no mercado, geralmente de ferro ou plástico”, explica Marcelo Perucci, especialista de produtos da Rigesa.
Entre os principais diferenciais do Bulk está o fato de o produto ser transportado até o cliente desmontado, economizando espaço e custo do frete. Além disso, ele tem o formato oitavado, o que proporciona melhor encaixe no transporte, e uma base arredondada, permitindo que o recipiente seja rolado durante o manuseio.
O Chile é o segundo mercado no qual a Rigesa conquista a patente do Bulk. Em 2008, a empresa fez o mesmo na União Européia. Atualmente, o produto está em processo de patente no Brasil, na Argentina, nos Estados Unidos e na Índia.
Brassuco agora é Lual Alimentos
Após 25 anos de atividades, a Brassuco Alimentos, de Itu (SP), passa a atender pelo nome Lual Alimentos. A nova marca, escolhida por meio de pesquisas de mercado que duraram três anos, busca espelhar a diversificação do perfil da empresa, que, de produtora de refrescos em pó, passou a atuar também nos negócios de achocolatados, barras de cereais, gelatinas, misturas para bolos, sopas e caldos.
“A antiga marca era um limitador para o lançamento de outros itens”, afirmou a EmbalagemMarca o diretor-geral da empresa, Alexandre Müller. Segundo o executivo, o novo nome irá facilitar as exportações, “por ser sonoro, de fácil lembrança e pronúncia tanto no Brasil quanto no exterior”, e será trabalhado como guarda-chuva de todas as linhas de produtos. “A adoção de uma monomarca reforça nossa presença nos pontos de venda e nos possibilita maiores investimentos nas campanhas de mídia e na área de marketing como um todo”, explica Müller.
Todas as embalagens dos produtos da empresa, confeccionadas por fornecedores como
Converplast,
Empax e
Lamipack, foram reformuladas pela
B2 Creative. “Estamos trabalhando para que a marca se torne cada vez mais reconhecida pelo consumidor. Nosso objetivo é aumentar em 30% nosso faturamento no primeiro ano de lançamento da nova identidade”, diz Müller.
A Lual Alimentos faturou 56 milhões de reais em 2009 e registrou crescimento de 22% no primeiro trimestre deste ano. A empresa nasceu com foco no canal do food service, mas cresceu no varejo, que hoje responde por 60% de sua receita. Em 2008, a companhia estreou como co-packer, produzindo e acondicionando produtos para marcas de terceiros. Este último negócio já responde por 10% de suas vendas.
Fábrica de polietileno verde da Braskem começa a operar em agosto
A diretoria da
Braskem anunciou nesta quarta-feira (14/07) em Porto Alegre que a operação da primeira fábrica de polietileno verde em Triunfo será antecipada em 60 dias e começará em agosto. O vice-presidente da Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem, Manoel Carnaúba Cortez, informou que 85% da produção futura já está comercializada com os mercados europeu e asiático, além de parte da América do Norte. A produção prevista, segundo o executivo, é de 200 mil toneladas para embalagens de alimentos, cosméticos e brinquedos.
Embora não haja diferenças visuais, os produtos fabricados com o material terão identificação para conhecimento dos consumidores.
RJ: Federação do Comércio quer suspender lei que proíbe o uso de sacolas plásticas
A Federação do Comércio do Estado do Rio (Fecomércio) entrou com pedido de lminar no Órgão Especial do Tribunal de Justiça, nesta quarta-feira, com o objetivo de suspender a lei que proíbe o uso das sacolas plásticas. O argumento da Fecomércio é que a norma vai gerar gastos com o recolhimento, armazenamento e destinação das sacolas para os donos de 400 mil estabelecimentos comerciais do Estado. Além disso, alega que os funcionários não são técnicos para constatar se a sacola devolvida está ou não contaminada. Com a nova lei em vigor, os supermercados terão de passar a oferecer bolsas retornáveis a partir de amanhã (16/07). Além dessa opção, as lojas terão mais duas alternativas: oferecer, para quem leva sacolas para transportar as compras, um desconto de 3 centavos a cada cinco itens adquiridos ou trocar um quilo de mantimento a cada devolução de 50 sacolas, que devem estar limpas e em boas condições de uso. A liminar será julgada por desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justição do Rio de Janeiro, que se reúnem somente às segundas-feiras. Portanto, a lei vai vigorar, pelo menos, a partir desta sexta e durante o fim de semana.
Rigesa exporta para o Uruguai
A
Rigesa, fabricante de embalagens de papelão ondulado, realizou venda direta ao exterior. A empresa exportou 20 mil caixas Plaform para o cliente uruguaio Univeg Forbel, para o acondicionamento de laranjas. “Trata-se de uma negociação extremamente importante, pois marca a presença da Rigesa em outros países com seu produto via exportação direta”, afirma Aislan Pereira, especialista de desenvolvimento de negócios da Rigesa.
Todo o processo de exportação, desde a saída dos produtos do Brasil até a chegada ao Uruguai, foi acompanhado pela equipe técnica da Rigesa.
Junho 2010
Casa Rex abre filial em Londres
A agência de design brasileira Casa Rex amplia seus serviços com a abertura de uma frente operacional em Londres e a contratação da profissional local Renee Graham-Adriani. “No ano passado começamos a atuar globalmente, desenvolvendo muitos trabalhos internacionais, principalmente para a Inglaterra. A expansão, mais do que um projeto para o futuro, visa atender essa demanda”, explica Gustavo Piquera, diretor da Casa Rex.
Taeq lança carne com código de rastreabilidade
O Grupo Pão de Açúcar é a primeira rede de varejo do país a contar com um sistema de rastreabilidade que permite ao cliente acompanhar todo processo da cadeia produtiva da carne. A novidade é exclusiva para a linha de carnes da marca própria Taeq e está disponível em oito lojas, sendo quatro da rede Pão de Açúcar e quatro no Extra, em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília.
O rastreamento funciona a partir de um selo 2D aplicado nas embalagens, que pode ser lido por smartphones com leitor 2D, ou pela internet, através da inserção do código no site
www.qualidadedesdeaorigem.com.br.
A etiqueta com código alfa numérico estará nas embalagens de terneiro e novilho Taeq e traz informações da cadeia produtiva, como roteiro percorrido pelo animal incluindo recebimento na Central de Distribuição, até a chegada nas gôndolas. O código também aponta informações sobre a carne e fotos do ambiente de produção.
Sitivesp lança novo manual para a indústria de tintas e vernizes
O Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp) lança o Manual de Gerenciamento de Resíduos para as indústrias do setor. O material traz informações importantes para a gestão e destinação correta dos materiais gerados nos processos produtivos.
O manual tem cinco capítulos: legislação ambiental, no qual apresenta as leis federais, do Estado de São Paulo e as normas técnicas que regem a questão; definição de resíduos; classificação dos resíduos – perigosos e não perigosos; roteiro de gerenciamento de resíduos, que engloba os tipos, manuseio, segregação e identificação, acondicionamento, armazenamento, documentação, transporte terrestre, disposição final – em aterro, incineração, coprocessamento e beneficiamento; e responsabilidades, envolvendo gerador, transportador, receptor e órgão ambiental.
O manual foi elaborado pelo Departamento de Segurança e Meio Ambiente do Sitivesp, composto de representantes de diversas empresas associadas, e vem complementar uma gama de materiais informativos desenvolvidos com o objetivo de prover as indústrias de dados relevantes às atividades do setor, a exemplo do Manual de Transporte de Produtos Perigosos e outras cartilhas.
O manual está disponível on-line e pode ser acessado na página do Sindicato na internet (
www.sitivesp.org.br). A ferramenta, que a cada semestre passará por uma atualização, tem como objetivo ajudar as indústrias no cumprimento da legislação e no desenvolvimento sustentável do setor.
Maio 2010
Abertas as inscrições para o Prêmio EcoPet
Estão abertas até 30 de agosto as inscrições para a 11ª edição do Prêmio EcoPet, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do PET – ABIPET. O objetivo é estimular a divulgação e o desenvolvimento de estudos, sistemas, processos inovadores e novas utilizações para o PET reciclado, obtido a partir de embalagens pós-consumo. A novidade deste ano é a categoria Arte e Moda, que substitui a de Artesanato. Com essa alteração, os organizadores esperam aumentar o alcance dos trabalhos inscritos. Além dos itens produzidos por artesões e artistas plásticos com as embalagens, também concorrerão artigos de confecção que tenham como base e estrutura fios e fibras produzidos a partir do PET reciclado.
Mais informações:
www.abipet.org.br
Dow tem novo diretor de vendas de plásticos básicos no Brasil
A
The Dow Chemical Company nomeou Nestor de Mattos como novo diretor de vendas de plásticos básicos para o Brasil. Ele será responsável pela implantação da estratégia de negócios e por todas as atividades relacionadas a vendas no país, assumindo a posição de Eliezer Maldonado, que assumirá o cargo de diretor de produto para soluções de polietileno na América do Norte.
Mattos ficará sediado em São Paulo e se reportará a Javier Constante, diretor Comercial de plásticos básicos para a América Latina. Ele é graduado em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo e tem seu MBA pelo programa de MBA Executivo Northwood da Dow.
Consumo de PET cresce em 2009
A crise passou longe do mercado de PET em 2009. Segundo um balanço divulgado hoje pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), as vendas da resina no Brasil cresceram 7,4% no ano passado, atingindo 522 000 toneladas. O índice de crescimento médio anual nos últimos cinco anos é de 7,81%.
O presidente da Abipet, Auri Marçon, explica que o desempenho positivo foi puxado principalmente pelo maior consumo de bebidas, uma vez que a produção de garrafas responde por cerca de 90% da demanda por resina PET no mercado nacional. Para o executivo, dois fatores contribuíram para o maior giro dos produtos acondicionados em embalagens do material em 2009: o clima quente, que favoreceu as vendas de refrigerantes, águas e sucos, e, sobretudo, o crescimento do poder aquisitivo das classes C e D.
Owens-Illinois anuncia embalagens de vidro mais leves
A fabricante de embalagens de vidro Owens-Illinois (O-I) investiu R$ 72 milhões em equipamentos, tecnologia aplicada e testes nas fábricas de São Paulo e do Rio de Janeiro para produzir a linha Leve+Verde. As embalagens produzidas são de 18% a 25% mais leves em comparação com outras embalagens do mesmo formato e produzidas a partir da mesma matéria-prima. “As embalagens não irão sofrer mudanças de característica nem de qualidade. Vamos conseguir economizar matéria-prima e energia”, diz Rodney Montenegro, presidente da Owens-Illinois Brasil. O que muda no processo de produção das embalagens Leve+Verde é a tecnologia aplicada na fabricação. Os novos equipamentos operam no processo de fabricação NNPB – Narrow Neck Press and Blow (prensado-soprado para embalagens de boca estreita), que otimiza a capacidade produtiva de embalagens de vidro , tornando-as mais leves, mantendo-se, porém, os mesmo requisitos de qualidade às etapas de transporte, utilização, distribuição e comercialização do produto. Lançadas oficialmente nesta terça-feira (11/05), as embalagens Leve+Verde estão no mercado há cerca de um ano. Coca Cola, Conservas Olé, Coniexpress, Miolo, Diageo e Femsa são algumas empresas que já adotaram as embalagens mais leves, que hoje representam cerca de 20% do portfólio da O-I. Com os investimentos, a meta da companhia é passar cerca de 60% das linhas existentes para a nova tecnologia até o final deste ano. “Esse processo, além de reduzir o peso, resulta em um produto ainda mais sustentável, já que o vidro é 100% reciclável e podemos considerá-lo o melhor exemplo de um produto ‘berço-a-berço’” afirma Rodney Montenegro.
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Rodney Montenegro, presidente da Owens-Illinois Brasil
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Presidente da Abiplast defende medidas para conter déficit da balança comercial do setor
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Vitopel, fabricante de filmes plásticos, tomou posse nesta terça-feira na presidência da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). A indústria brasileira de transformação do plástico é a terceira geração da cadeia petroquímica, constituída por 11,4 mil empresas em todo território nacional, com faturamento de R$ 35,9 bilhões anuais.
Roriz chega à presidência da entidade defendendo a isonomia do IPI de resinas e produtos acabados com a de materiais sucedâneos, o aumento do prazo de recolhimento dos impostos e o acesso mais amplo a financiamentos com o mesmo nível de juros dos concorrentes internacionais, além de taxas de câmbio que não tirem a atratividade das exportações brasileiras e que não induzam a uma maior importação de produtos acabados. “Esses problemas, somados à antiga instabilidade dos preços dos insumos, incluem-se entre os fatores responsáveis pelo déficit da balança comercial da indústria de transformação do plástico, que foi de US$ 800 milhões em 2009 e já atinge US$ 200 milhões no acumulado do primeiro bimestre de 2010. Se nada for feito, esse déficit só tende a crescer nos próximos anos”, alerta Roriz.
Mudança no controle acionário da Cromex
A partir de hoje (5/5), o controle acionário da Cromex S.A. passa a ser 100% da família Wajsbrot, que comprou a parte da família Jacques Siekierski. Sergio Wajsbrot permanece na presidência da companhia. O valor do negócio não foi divulgado. A Cromex, com sede em São Paulo e filial na Bahia, atua há mais de 30 anos na produção de masterbatches de cores e aditivos para plásticos.
Abril 2010
Troca de lacres de latinhas por cadeira de rodas: não é lenda
A troca dos lacres de latinha pelas cadeiras de rodas não é mais uma lenda. A Entidade
Anna Marcelina de Carvalho, responsável pela assistência a pacientes carentes com câncer e seus familiares, recebeu três cadeiras de rodas do grupo voluntário da empresa Frato Ferramentas. As cadeiras foram trocadas por mais de 480 mil lacres de latinhas de alumínio, arrecadados durante campanha entre as voluntárias e alunos de escolas de Jaú, no interior de São Paulo.
A Frato troca 120 garrafas de PET cheias de lacres por uma cadeira de rodas nova. A empresa vende o material para reciclagem a fim de abater o custo dos objetos.
Colacril tem novo gestor comercial
Renato Leivas (ex-Votorantim e Ahlstrom) é o novo gestor comercial da
Colacril. O cargo anteriormente era ocupado por Wilson Fuentes, que permanecerá na empresa em funções específicas na diretoria ligadas à área comercial.
Alpla amplia presença nos EUA
A multinacional austríaca
Alpla, grande fornecedora de embalagens plásticas rígidas para produtos de higiene pessoal e beleza, irá inaugurar sua quinta fábrica nos Estados Unidos.
Segundo jornais americanos, a empresa planeja investir aproximadamente 16 milhões de dólares para aparelhar uma recém-adquirida propriedade industrial em St. Peters, no Missouri. A planta industrial tem área de pouco mais de 27 000 metros quadrados e entrará em operação no próximo mês de junho.
A Alpla produz frascos, tampas e bisnagas em 37 países, e conta com um total de 128 plantas fabris espalhadas pelo mundo – quatro delas no Brasil.
Tetra Pak vai fornecer embalagens com selo FSC para Carrefour França
A Tetra Pak anunciou o fornecimento de mais de 100 milhões de embalagens certificadas pelo FSC para as lojas do Carrefour na França. O selo da organização Forest Stewardship Council garante que o papel utilizado como matéria-prima é proveniente de áreas florestais que seguem rigorosos padrões de gerenciamento quanto aos aspectos sociais e ambientais e outras fontes controladas.
O acordo é um importante marco nas metas da Tetra Pak para implantação global do selo FSC em suas embalagens. A expectativa é que, até 2012, pelo menos 90% das três bilhões de embalagens comercializadas na França sejam certificadas. A Tetra Pak lançou a primeira embalagem com o selo do FSC, a Tetra Recart, em 2007. No ano seguinte, vendeu cerca de 100 milhões de embalagens certificadas no mundo, e em 2009 atingiu a marca de 2,3 bilhões de unidades comercializadas com o selo FSC.
Março 2010
Destinação de embalagens vazias de agrotóxicos cresce 29%
O volume de embalagens vazias de defensivos agrícolas retiradas do meio ambiente no primeiro bimestre de 2010 é 29% maior em comparação com o mesmo período de 2009. A análise é do inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, que representa os fabricantes de agrotóxicos.
Em janeiro e fevereiro deste ano foram destinadas para reciclagem ou incineração 4,2 mil toneladas de embalagens, contra 3,3 mil toneladas no mesmo período de 2009. Ainda segundo o inpEV, 94% desse total seguiram para reciclagem.
Os estados que mais retiraram embalagens do campo no período foram Mato Grosso (895 toneladas), São Paulo (595 toneladas), Paraná (574 toneladas), Goiás (501 toneladas) e Minas Gerais (371 toneladas). Esses cinco estados representam mais de 70% do volume total destinado em todo o Brasil.
Nelson Falavina assume vice-presidência de vendas da Tetra Pak
O executivo Nelson Falavina acaba de assumir a posição de vice-presidente de Vendas de Soluções em Embalagens Cartonadas da Tetra Pak, com a responsabilidade acelerar o desenvolvimento da empresa no mercado brasileiro. Falavina, que até então atuava como diretor executivo de Vendas para Área Norte, retornou ao Brasil em 2008, após dez anos atuando nas operações da Tetra Pak nos Estados Unidos, Colômbia, Equador, Venezuela e Leste Europeu (região dos Balcãs). Nestas duas últimas experiências, o executivo atuou como Presidente, sendo responsável também pelas fábricas que a companhia possui em ambas as localidades.
Owens-Illinois compra vidraria na Argentina
A Owens-Illinois anunciou nos Estados Unidos a compra da vidraria argentina Cristalerias Rosario. O mercado argentino de embalagens de vidro é o terceiro da América Latina, atrás de México e Brasil, com vendas anuais de mais de uma tonelada. O foco principal da Cristalerias Rosário é o mercado de vinhos. Com a aquisição – que não teve o valor divulgado – a O-I aumenta sua participação na América Latina. A empresa já tinha fábricas no Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e no Caribe. A Cristalerias Rosario possui duas plantas em Rosario, na Argentina.
Indústria do plástico fecha 2009 com produção maior e faturamento em queda
A indústria brasileira do plástico fechou 2009 com um faturamento bruto total de R$ 35,9 bilhões, o que representa queda de 12,02% em relação aos R$ 40,9 bilhões faturados em 2008, segundo balanço divulgado hoje, 17, pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Em volume, a produção total de transformados de plástico em 2009 foi de 5,19 milhões de toneladas, o que significa um crescimento de cerca de 1% em relação a 2008. Nesse cálculo não está incluída a transformação de PET. O consumo aparente de transformados plásticos no Brasil foi de 5,38 milhões de toneladas, volume 1,6% superior ao de 2008.
Em 2009, as exportações de transformados plásticos totalizaram US$ 1,18 bilhão, registrando recuo de 14,6% em relação a 2008. Já as importações totalizaram US$ 2,10 bilhão, apontando queda de 11,8% na comparação com o ano anterior. Assim, o saldo negativo na balança do setor ficou em de US$ 918 milhões no exercício.
Também em queda em 2009, setor de flexíveis está otimista quanto a 2010
Embora os números do ano não estejam totalmente consolidados, o setor de embalagens flexíveis espera fechá-los em queda, informou hoje Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexívieis (Abief). "Sabemos que houve uma redução, tanto de faturamento quanto de tonelagem, em torno de 5,5% por conta da crise", disse. "Estamos otimistas em relação a 2010."
Com base em pesquisa realizada pela consultoria Maxiquim, a Abief prevê que o setor crescerá cerca de 8% em 2010, depois de amargar um 2009 em que seu nível histórico de crescimento, de uma e meia a duas vezes o índice de variação do PIB, não foi atingido. Para sustentar a retomada dos negócios este ano, a entidade planeja, entre outras ações, a realização do 1º Fórum Latino-Americano de Embalagens Flexíveis, agendado para 10 de junho, em São Paulo.
Setor de celulose e papel volta ao nível pré-crise
Os resultados da indústria de celulose e papel em fevereiro indicam que o setor começa a se aproximar dos níveis de produção e vendas do período anterior à crise (setembro de 2008). O Brasil produziu 2,3 milhões de toneladas de celulose no primeiro bimestre de 2010, aumento de 11,9% em relação ao volume produzido no mesmo período do ano passado. A produção de papéis alcançou, até fevereiro, 1,6 milhão de toneladas, 10,8% a mais que a produção dos dois primeiros meses de 2009. A avaliação dos dados torna-se mais significativa se comparada ao mesmo período de 2008, quando a produção de celulose registrou 2,1 milhões de toneladas e a de papel alcançou 1,5 milhão.
As vendas domésticas de papel seguem a mesma tendência, com destaque para o papel cartão e o papel de embalagem, cujos números indicam aumento de 38,7% e de 15,9%, respectivamente, sobre as vendas do ano passado. Os dois produtos são indicadores econômicos importantes, pois refletem os movimentos de retração e aquecimento da demanda.
Em fevereiro nota-se, uma vez mais, tendência de recuperação da receita de exportações, fator que impactou fortemente os resultados do setor no ano passado. O saldo da balança comercial subiu de US$ 594 milhões para US$ 702 milhões, crescimento de 18,2% frente ao valor acumulado no mesmo período de 2009. No bimestre, a balança comercial brasileira caiu 81,6% ante 2009.
Fevereiro 2010
Coca-Cola compra engarrafadora por US$ 15 bi
A Coca-Cola confirmou um acordo para adquirir as atividades da sua principal engarrafadora nos Estados Unidos, a Coca-Cola Entreprise (CCE). O valor do negócio gira em torno de 15 bilhões de dólares. A aquisição dos ativos e passivos da engarrafadora na América do Norte envolve 34% das ações da CCE que a Coca-Coca possui atualmente, avaliadas em 3,4 bilhões de dólares, e a dívida de 8,8 bilhões de dólares de CCE. Como parte do acordo, a CCE comprará as operações de engarrafamento da Coca-Cola na Suécia e na Noruega por 822 milhões de dólares. Além disso, a CCE terá o direito de comprar da Coca Cola 83% do pacote acionário que a empresa possui em sua engarrafadora na Alemanha, em um período de 18 a 36 meses posterior à assinatura do acordo.
Minas Pack Design terá palestras
O Programa Embala incorpora na sua edição de Minas Gerais o Minas Pack Design, que será realizado durante a feira EmbalaMinas, de 6 a 9 de abril em Belo Horizonte. O evento é resultado de um estudo e pesquisas de mercado nos quais foram identificadas as demandas de usuários de embalagens e processos na região sob a influencia industrial de Minas Gerais. O objetivo do Minas Pack Design é ampliar o conhecimento por parte dos empresários dos benefícios do design e da inteligência de embalagens para evolução de seus negócios. Minas Gerais e região compõe o pólo brasileiro de maior expansão para os setores de embalagens e processos, uma vez que 80% do consumo de embalagens é provido por fornecedores de São Paulo e Estados do Sul. Pela primeira vez no país será apresentado dentro de uma feira um programa completo de atividades com foco exclusivo no usuário de embalagens e processos industrias, com palestras de profissionais da área.
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BNDES amplia financiamento a empresas de design de produtos e embalagens
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passa a financiar os serviços de design de produtos com o objetivo de incentivar o investimento privado em inovação. A partir de agora, empresas e empresários individuais, prestadores de serviços de design, já podem solicitar o credenciamento como fornecedores no Portal de Operações do Cartão BNDES, para oferecer serviços de design de produtos e embalagens, incluindo ergonomia e modelagem. Tendo em vista a multiplicidade de aplicações e a utilidade desta atividade, o Cartão BNDES poderá fomentar o investimento das micro, pequenas e médias empresas (MPME) em design, contribuindo para agregar valor à produção nacional, ao mesmo tempo em que a diferencia frente à concorrência estrangeira, em especial dos países asiáticos. Para os escritórios de design de produtos e embalagens solicitarem o credenciamento, basta acessar o site
www.cartaobndes.gov.br, clicar no menu Seja um fornecedor credenciado e preencher o cadastro on-line. A utilização do Cartão BNDES para financiar inovação começou em junho de 2009, quando foi aberta a possibilidade de contratação de serviços de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), dentre eles o design. À época, o uso estava limitado à pesquisa aplicada para o desenvolvimento de produtos e processos, contratados junto às Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) reconhecidas. A partir de agora, esta possibilidade se amplia para empresas e prestadores de serviço de design. O Cartão BNDES diferencia-se das demais linhas e programas governamentais de apoio à inovação pela facilidade de acesso e uso, além de não exigir a elaboração de projetos. Até o momento, já foram credenciadas 74 instituições para oferecer serviços tecnológicos, que inclui também os serviços de avaliação de conformidade. O cartão é uma linha de crédito rotativo e pré-aprovado, com limite de até R$ 1 milhão por banco emissor (Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa e Banrisul), com prestações fixas, prazo de até 48 meses, além de taxa de juros bastante atrativa (0,99% ao mês, em fevereiro de 2010). Ele pode ser usado por MPME para adquirir itens cadastrados no Portal de Operações do Cartão BNDES.
Janeiro 2010
Embrapa desenvolve embalagem comestível
Cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão empenhados na produção de embalagens comestíveis que prometem conservar frescos por mais tempo alimentos como frutas, verduras e queijos. A tecnologia, que ainda está em fase de testes, é uma alternativa às embalagens de plástico sintético. Produzidas em forma de filmes, as embalagens comestíveis são uma espécie de plástico natural que, quando aplicado sobre a superfície dos alimentos, retarda a perda de água e as trocas gasosas entre o alimento e o ambiente, aumentando o tempo de vida do produto.
Em Fortaleza (CE), pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical desenvolvem filmes feitos com purês de frutas para aplicação nesse tipo de alimento. Esses materiais são quase transparentes e podem ter sabor e aroma idênticos ao da fruta com que são feitos. Em São Carlos (SP), pesquisadores da Embrapa Instrumentação Agropecuária desenvolvem filmes à base de proteínas do milho %u2013 chamadas zeínas %u2013 e quitosana, polissacarídeo extraído da casca dos crustáceos que, além de prolongar a vida do alimento, tem ação antibacteriana e fungicida.
Para a aplicação do filme, o alimento é banhado em uma solução que depois de seca vira uma película de espessura finíssima, em torno de 0,1 mm. Essa cobertura age como uma barreira que impede o alimento de oxidar e perder umidade. %u201COs filmes comestíveis podem tornar os alimentos mais atraentes, pois lhes dão brilho e uma melhor integridade estrutural%u201D, afirma a engenheira de alimentos Henriette Azeredo, da Embrapa Tropical.
Os filmes comestíveis já são bastante usados em países como Japão, Canadá, Estados Unidos e Alemanha, mas no Brasil ainda não chegaram ao mercado. "A tecnologia já está pronta e tem bastante gente interessada, mas o que limita seu uso é o alto custo dos filmes", diz Odílio Garrido de Assis, pesquisador da Embrapa que atualmente trabalha com o filme de quitosana para aplicação em maçãs fatiadas. "Mesmo com a grande perda na produção de frutas e verduras no Brasil, os produtores ainda lucram. Então, essa tecnologia, por ser cara, não é procurada por eles".
(Fonte: Ciência Hoje Online)
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