Grande fabricante de tintas imobiliárias, a AkzoNobel decidiu tornar um dos produtos clássicos de seu portfólio, o látex Ypiranga Paredex Vinil Acrílico, mais atraente para a crescente parcela de consumidores da classe C. Como atingir esse objetivo? Reduzindo o preço final da tinta através do uso de uma embalagem menos custosa que a tradicional lata de aço litografada. O problema é que a nova apresentação, apesar de econômica, não poderia comprometer a reputação do produto, estabelecida ao longo dos anos como de alta qualidade.
O que em princípio parecia uma combinação impraticável se resolveu com o lançamento de uma versão da tinta em um balde de 3,6 litros, injetado em polipropileno (PP). A AkzoNobel já utilizava embalagens plásticas em algumas linhas de tintas. Mas, no caso do Ypiranga Paredex, a empresa decidiu experimentar um recurso novo: o in-mold, uma tecnologia que funde rótulos a recipientes plásticos na fase de moldagem. Impresso em flexografia, o rótulo do produto apresenta qualidade visual superior ao da decoração direta por dry offset, empregada na rotulagem dos demais baldes plásticos trabalhados pela fabricante.
Com a nova embalagem, a AkzoNobel conseguiu diminuir o preço final da sua tinta, tornando-a mais adequada ao bolso do público de baixa renda, mas com um acréscimo de 3% na margem de lucro. Mais: como os baldes são telescopáveis, isto é, encaixáveis uns nos outros, também houve ganhos com a redução de espaço para a estocagem de embalagens vazias. Satisfeita com o desempenho do produto, a fabricante lançou, em agosto último, mais duas tintas com o mesmo tipo de embalagem.
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