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Coca-Cola

Da cabeça aos pés

Tampa menor e mais leve gera ganhos em série para a Coca-Cola


Embalagens não precisam necessariamente introduzir tecnologias inéditas ou desenhos deslumbrantes para serem inovadoras. Tome-se como exemplo um projeto recente da Coca-Cola. A troca de uma singela tampinha de rosca desencadeou uma série de ganhos no acondicionamento dos refrigerantes da empresa em garrafas de PET.

Cerca de 4 milímetros mais baixa que o modelo aposentado, a nova tampa de rosca, chamada Xtra-Lok Mini, possibilitou à Coca-Cola trabalhar uma área de bocal (terminação) mais curta em suas garrafas plásticas de 600 mililitros e de 2 litros. Resultado: uma economia de 1,5 grama de resina PET por embalagem, o que até 2012 equivalerá ao volume necessário para produzir 120 milhões de garrafas de 2 litros. Na produção das tampas, o volume de matéria-prima “salvo” ao longo de um ano seria suficiente para fabricar 500 milhões de unidades.

Ao reduzir o peso e o tamanho das embalagens, a Coca-Cola conseguiu reduzir custos e o impacto ambiental de seus produtos, com menor consumo de matéria-prima e energia na produção. Além de um processo mais sustentável, a empresa obteve outros ganhos. Os estoques de vasilhames de 2 litros, por exemplo, puderam ser diminuídos em 23%. Por ter perfil de vedante que aumenta a área de selagem com o bocal, a nova tampa melhora a retenção de gás carbônico dos refrigerantes. Apresenta, ainda, um sistema de lacre que proporciona ao consumidor uma abertura mais suave e controlada das garrafas.







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