Com pouca tradição no varejo, mas muito reconhecida por sua linha de produtos in natura, a C. Vale Cooperativa Agroindustrial colocou-se o desafio de estimular as vendas de seus produtos industrializados congelados de origem animal. Para isso necessitava ganhar visibilidade no segmento, já que as embalagens que vinha utilizando confundiam o consumidor no ponto-de-venda. O layout não contemplava a diferenciação entre os cortes tradicionais e os nobres, não explorava a qualidade dos produtos e não comunicava a forte presença da C. Vale ao longo de toda a cadeia produtiva.
A agência de design que atende a cooperativa criou uma nova identidade visual para aquela linha. Como a C. Vale pouco atuava no varejo, precisava tornar-se mais conhecida num mercado dominado por gigantes. A fim de valorizar a marca, foi eliminada uma logomarca paralela, que havia sido criada para os cortes empanados, em que se destacava o produto mas não o nome da empresa.
Foram feitas outras mudanças nas embalagens, de modo a tornar os produtos mais atraentes, valorizando-os com fotos que despertassem no consumidor o desejo de compra. Ao mesmo tempo, o layout estabeleceu uma diferenciação entre produtos tradicionais e nobres. Para destacar diferenciais em relação à concorrência foi dada ênfase à rastreabilidade exercida pela C.Vale ao longo do processo produtivo. As embalagens também informam o posicionamento premium dos produtos e despertam em gôndola o appetite appeal.
As mudanças surtiram efeitos imediatos no desempenho da indústria. O nível de ocupação da capacidade instalada, que variava de 45% a 50% nos primeiros seis meses de 2008, saltou para 99% cinco meses após a chegada das novas embalagens ao mercado, no início de 2009. A margem de lucro declarada pela empresa para essa linha específica alcançou 32%, superando consideravelmente a obtida com produtos in natura.
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