Agências revelam comportamento do consumidor e tendências mundiais de design

glbaAs tendências de design de embalagens e consumo foram destaque durante o SP 16: Global Design Trends & Consumer Insights, realizado entre os dias 8 e 10 de setembro, em São Paulo. O evento reuniu membros da GLBA (Global Local Branding Alliance) e clientes da A10 Ideias que transformam. O evento destacou perspectivas de negócios e o comportamento dos consumidores.

No dia 8 de setembro, os membros da GLBA – Alemanha, Estados Unidos, Rússia, China, África do Sul, Turquia e Brasil – se reuniram na sede da A10 para realizar atividades de imersão cultural no mercado latino e, na sequência, visitaram os principais pontos de comércio paulistano para conhecer as tendências locais de consumo.

Já no dia 9 de setembro, os profissionais se reuniram no Hotel Pullman Vila Olímpia para apresentar Global Design Trends & Local Consumer Insights. O objetivo do encontro foi mostrar que, compartilhando segredos e experiências locais, é possível pensar em estratégias de marcas e produtos que sejam relevantes em escala global.margottakeda

Participaram do evento clientes como Tirolez, Grupo Bimbo, Mondelez, Cargill, Britvic EBBA e Estrela do Oriente. “O resultado foi bastante positivo. Nossos clientes concluíram que muitas das tendências globais podem ser aplicadas no âmbito local. E é este o objetivo da GLBA: trazer a experiência global para o cenário local”, afirma Margot Doi Takeda, sócia-fundadora e diretora de criação da A10 (foto).

Jurada no Festival de Cannes Lions Awards deste ano, Margot Doi Takeda, mostrou a tendência global de design onde a fusão das ciências humanas e das ciências exatas permitirão que o design transforme a conexão com os consumidores cada vez mais inovadoras.

Também destacou que a transparência, a verdade e a simplicidade são essenciais para uma marca se comunicar.

A GLBA cria uma sinergia capaz de entender o comportamento do consumidor e oferece às empresas o desenvolvimento de marcas que entendam a essência e a cultura local. Durante o encontro, cada membro apresentou as tendências extraídas das culturas de seus países.

Na foto abaixo, os participantes do evento.

China – Uma embalagem da China que toca música e mostra imagens em movimento, ao ser visualizada por um aplicativo, representa o resultado de uma análise sobre o comportamento da sociedade chinesa. É cada vez mais comum o uso da tecnologia convergindo para informações detalhadas sobre os produtos por meio de áudio e vídeo, acessados por dispositivos móveis. A explicação do boom tecnológico invadindo as marcas está no perfil do consumidor chinês: jovens chineses – entre 16 e 35 anos –  que somam mais de 400 milhões de habitantes.

Rússia – Na Rússia, segundo estudo apresentado pela agência Depot WPF, apesar de terem dinheiro suficiente para consumir, os russos preferem ser comedidos e seletivos. Diante disso, a marca tem extrema relevância no momento da decisão de compra.

Estados Unidos – Nos Estados Unidos, simplicidade e conveniência são as marcas do consumidor. Como podemos perceber pela significativa adesão ao sistema de assinatura mensal, que oferece ao consumidor a praticidade de receber seus produtos preferidos em casa. Além disso, há um desejo de criar conexões autênticas com as pessoas que produzem, a exemplo de cooperativas de alimentos, onde o consumidor participa de trabalhos realizados em fazendas em troca de produtos frescos. Essa relação ajuda a fortalecer e construir marcas, reforçando a comunidade e interação pessoal.

Alemanha – A Alemanha vive um aumento da população com mais de 40 anos. Por isso, uma forte tendência é a busca de qualidade de vida por meio de produtos que melhorem o cotidiano. A alimentação é um dos setores mais importantes. Produtos naturais, informações nutricionais e ingredientes funcionais, como o açaí e chia, estão ganhando cada vez mais espaço entre os consumidores.

África do Sul – Orgulhosos da identidade local, os sul-africanos gostam de ver referências que valorizem sua cultura. O uso de imagens de animais africanos, como elefante e zebra, é significativo. Na África, cada animal é associado a conceitos mais profundos, como perseverança, união e abundância. Por isso, as marcas utilizam esse recurso para se aproximarem de seus consumidores.

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