Da bobina pré-impressa para a garrafa

Conteúdo publicado originalmente na revista EmbalagemMarca 201, de maio de 2016

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Quando, em março passado, a Eker lançou, na Turquia, o Ayran (bebida gelada salgada à base de iogurte, comum em países daquela região, como a Arábia Saudita e o Irã), uma nova possibilidade de embalagem para o mercado de lácteos tomava forma. Foi a primeira vez, no mundo, que garrafas de polipropileno formadas a partir de bobinas pré-impressas chegavam às gôndolas, um projeto cujo desenvolvimento levou cerca de um ano entre concepção e lançamento no mercado. A produção de embalagens para a indústria de lácteos a partir de bobinas já é comum em copos para iogurte, e começa a ser viável em outros formatos.

Trata-se de uma evolução da tecnologia batizada de Roll N Blow, da fabricante francesa Serac, que já tinha adeptos em sua versão de formação de garrafas sem decoração. O processo, chamado pela empresa de termoformagem vertical, consiste em selar as laterais da bobina plástica (de PP ou PS, com a possibilidade de uso de EVOH) , transformando-a, por meio de uma solda, num tubo que posteriormente é aquecido, expandido por sopro e cortado (ver EmbalagemMarca 191).

As embalagens saem diretamente da linha de transformação para a de envase. “Como o processo usa calor e as garrafas saem fechadas da etapa de sopro, sendo refiladas logo antes de irem para as envasadoras, não há contaminação na parte interna da embalagem, o que evita a necessidade de um processo de descontaminação química para acondicionamento de bebidas lácteas frescas”, explica Fabienne Chériaux, gerente de marketing da Serac na França. “O processo garante um elevado nível de higiene para as garrafas.”

Pre-printed PP trial with Agami

Tecnologia de produção de garrafas a partir de bobinas de polipropileno pré-impressas

Na fase de design, o único cuidado adicional em relação à criação de garrafas sopradas é o desenvolvimento de um pescoço adequado à transferência das embalagens para as máquinas de envase. “É possível fazer garrafas curvas ou com paredes planas, com aparência muito similar à das embalagens feitas em sopro convencional, mas com maior resistência mecânica.”

Os produtos até então lançados nesse tipo de embalagem (iogurtes para beber, na Rússia, no Marrocos e na Bielorrússia, e leite fermentado na própria Turquia) tinham garrafas brancas, decoradas com rótulos termoencolhíveis. A novidade, no caso da Eker, é a eliminação da etapa de rotulagem. “O fato de não precisar incorporar uma operação para rotular as embalagens em sua linha foi importante na decisão do cliente de adotar a solução Roll N Blow”, defende Fabienne Chériaux. “Outro ponto que pesou foi a menor área a ser destinada para estocagem, já que as bobinas de PP ocupam menos espaço que garrafas já sopradas.”

Segundo informações passadas para a reportagem de EmbalagemMarca, a Eker estaria lançando dois novos formatos de embalagem fabricados no equipamento da Serac.

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