Transformadores temem novo aumento de taxas de importação de resinas

Na terça-feira passada (4/9), o governo divulgou a intenção de aumentar a alíquota de importação de polietileno, utilizado para a produção de diversos gêneros de embalagens plásticas. A medida, que abrange variantes de baixa densidade (PEBD), de baixa densidade linear (PEBDL) e de alta densidade (PEAD) da resina, provocou manifestações imediatas de indignação do setor de transformação.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, alega que esses materiais, que meses atrás já tiveram seu imposto de importação aumentado de 16% para 20%, têm no Brasil proteção acima da média mundial, de 7%. “O golpe é duro, pois o setor enfrentou queda de produção de 6,37% no primeiro semestre deste ano. Foi uma das piores performances de toda a indústria de transformação”, afirmou o executivo. Segundo ele, a majoração das resinas terá impacto nos preços de alimentos, medicamentos e materiais de construção.

“Não caberia ao governo proteger da concorrência internacional os grandes monopólios instalados no País, mas sim os setores mais expostos à jusante da cadeia produtiva, que agregam mais valor aos produtos e geram mais empregos”, afirma Roriz, aludindo ao fato de a produção nacional de polietilenos ser dominada pela Braskem. “A proteção à importação dos insumos, como as resinas plásticas, é muito maior do que a dos manufaturados que o setor de transformação produz”, diz o presidente da Abiplast. “Contudo, a indústria de transformados plásticos tem um número infinitamente maior de empresas competindo no mercado e emprega trinta vezes mais do que o segmento fabricante de resinas.”

O setor de transformados plásticos é constituído por 12 000 empresas e é o terceiro maior empregador da indústria de transformação no Brasil, nos cálculos da Abiplast.

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