Setor: segundo semestre melhor não salva o ano

Em palestra proferida hoje pela manhã, em São Paulo, o economista Salomão Quadros, da FGV-RJ apresentou números referentes ao desempenho do setor de embalagens no Brasil. A análise, encomendada pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre), aponta que o primeiro semestre de 2012 foi amargo para transformadores e convertedores de embalagens de diferentes materiais – e a previsão é de que o panorama não mude em curto prazo.

De acordo com levantamentos da FGV, a produção física de embalagens caiu 3,49% nos primeiros seis meses do ano em comparação com o mesmo período de 2011. Nem mesmo a expectativa de uma retomada no último semestre será capaz, na opinião de Quadros, de evitar que 2012 termine com retração (estimada pelo economista em 1%). Em fevereiro, o mesmo estudo trazia ares mais otimistas, com perspectiva de crescimento de 1,6% para o setor.

O desempenho ruim dos fabricantes de embalagens reflete em parte a dificuldade enfrentada por seus clientes – a indústria de bens de consumo. Apesar do crescimento de 9,1% das vendas no varejo no primeiro semestre deste ano, os end-users registraram redução de 2,5% na produção, reflexo do grande afluxo de produtos importados (já devidamente acondicionados) no período.

Curiosamente, nesse contexto pouco animador, o pesquisador da FGV estima que a receita líquida da indústria brasileira de embalagens atinja 47 bilhões de reais em 2012 – um incremento de 5,16% em relação ao valor registrado no ano passado. “É possível que tenha havido recuperação nos preços, o que explicaria esse crescimento das receitas mesmo havendo retração na produção física de embalagens” explicou Quadros.

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